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ESPORTES Fazendo esportes por função e por vocação Não ingressei na crônica esportiva por acaso ou procurei fazer dela apenas um trampolim a fim de derivar para outros setores nas redações - não muitas - por onde passei. Ainda adolescente, cursando o seminário menor (o São José) em Pesqueira, nos anos 50, encarregava-me de levar para as páginas do mensário do educandário vocacional-religioso "O Ideal", um resumo das atividades esportivas dos seminaristas, o que não me impedia de dissertar sobre outros temas. Todavia, eram os assuntos esportivos os que mais me apeteciam. Sem perceber, começava a ser impelido para o jornalismo, especificamente à área esportiva. A mosca azul já azucrinava meu ouvido. Anos depois, lá estava eu atuando como repórter, redator, locutor de pista, plantonista etc., da Rádio Clube, com profissionais de primeira linha, como o falecido Célio Tavares (Cleo) ou os irmãos Laudenor e Itamar Pereira. Do rádio para o jornal foi um pulo e com o passar dos tempos terminei fazendo minha opção definitiva pelo jornalismo impresso, sempre no esporte. Pode ser que alguém ache tratar-se de algo enfadonho, o profissional passar anos e mais anos, no meu caso décadas, dando duro nos fins de semana, quando todos se divertem. É uma questão de vocação. Quem escolhe esse setor, um dos mais específicos do ramo, sabe que o pique das atividades esportivas é aos sábados e domingos. E é o que faço ver aos companheiros aqui no JC. Além de tudo, é preciso gostar do que se faz. Lenivaldo Aragão |
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