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COMPORTAMENTO
"Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar"

por FLÁVIA DE GUSMÃO

Os bondes da década de 20 abriram caminho para uma nova cidade: maior é o lugar onde se pode chegar mais longe. E, na década de 30, o Recife olhava com espanto para o céu - o Zeppelin sobrevoava a cidade como um grande charuto prateado até o Campo do Jiquiá. Muito barulho até a década de 40, ao som de foxtrotes, polcas e valsas. Depois que o americano partiu, nada ficou como antes, contaminado com o ritmo frenético do boogie woogie, os óculos ray ban, os jeeps e a vida mais solta. A década de 50 passou por todas as novidades com o espírito tranqüilo, mas 60 absorveu toda a rebordosa e jogou uma cidade meio confusa nos anos 70 e apática nos 80. Nos anos 90, o Recife - noves fora o bucolismo - reencontra a autoestima através do culto às suas raízes. Os pés na lama e a cabeça voltada para a globalização.













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FLÁVIA DE GUSMÃO
Integra a equipe do jornal desde 1985, tendo passado uma temporada fora da empresa para realizar o mestrado em "Estudos da Mídia", pelo Instituto da Educação da Universidade de Londres. Já foio estagiária, repórter pleno, repórter sênior e subeditora, atualmente integrando a equipe do Caderno C como repórter sênior.