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TECNOLOGIA II Investimentos fazem o mundo menor A explosão da comunicação nos últimos anos não é à toa. Por trás dela, está o casamento da alta tecnologia com os vultosos investimentos. Trabalhando com pesquisa e exigindo cada vez equipamentos mais precisos e de alto desempenho, esse setor é dos que demandam maiores investimentos e movimentam cifras que ficam, no mínimo, na casa dos milhões. No mundo, o mercado das telecomunicações está estimado em US$ 670 bilhões, o que equivaleria a bater a margem dos trilhões em reais. Uma cifra tão alta que, se dimensionada em dólar, seria como se cada um dos quase 6 bilhões de habitantes da Terra depositasse US$ 111,00. "As limitações nas comunicações já não são mais tecnológicas, mas de conveniência financeira", afirma Michel Levy, vice-presidente regional da BCP. A operadora de telefonia móvel investiu R$ 1,5 bilhão desde quando entrou em atuação no Nordeste, em junho do ano passado. No Brasil, deverão ser investidos em telecomunicações R$ 10,78 bilhões este ano, segundo projeção da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O programa também calcula que, de 95 ao final de 99, serão colocados um total de R$ 47,19 bilhões. Já de 2000 a 2003, os gastos ficarão em mais R$ 43,19 bilhôes. Em nove anos, o total de investimentos nesse setor no país terá sido de mais de R$ 90,75 bilhões. No mundo espacial dos satélites, as cifras também acompanham os lançamentos. Somente com o Brasilsat B4, que deverá ser colocado em órbita no final deste ano, a Embratel deverá dispender US$ 150 milhões. O consórcio Ico, que vai operar celular via satélite a partir de agosto de 2000, tem previsão de investimento de US$ 4,7 bilhões. LUCRATIVIDADE - Investimentos altos, lucros idem. Nos Estados Unidos, o mercado local de telecomunicações está estimado em US$ 100 bilhões (ou R$ 200 bilhões). No Brasil, onde este ano deverão ter 26 milhões de telefones fixos instalados e 12 milhões de celulares em operação, os lucros também crescem. A Embratel, que até este ano detinha o monopólio brasileiro das ligações de longa distância, por exemplo, apresentou um lucro líquido, em 96, de R$ 406 milhões quando, em 92, contabilizou bem menos - R$ 273 milhões. A Telpe, que hoje faz parte da holding Telemar, também sentiu os ventos dos lucros. Em 97, o lucro líquido foi de R$ 154,6 milhões, valor 64,3% superior ao diagnosticado em 1996. A Telpe Celular também mal foi separada da Telpe obteve um lucro líquido de R$ 16 milhões somente em seu primeiro trimestre ano passado. Em todo 98, segundo balanço financeiro publicado no final do mês passado, a empresa teve um lucro líquido de nada menos de R$ 49,1 milhões. Um montante equivalente a já quase 7,5% do dinheiro (R$ 660 milhões) gasto pelo consórcio hoje capitaneado por Telecom Italia/UGB Participações S.A. para adquirir, além da Telpe Celular, as operadoras da banda A em Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piuaí. No mundo dos computadores, os altos valores dos investimentos só têm compensado. Segundo os diretores da gigante de softwares Intel, um bilhão de computadores deverão estar conectados à Internet em alguns anos. E, em 2002, o balanço comercial online chegará ao expressivo US$ 1 trilhão. |
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