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TECNOLOGIA III Os tempos heróicos dos operadores de guerra Os tempos eram outros. Se naquela época existiam menos de 6.500 telefones em Pernambuco e a TV ainda não havia chegado ao Brasil, o que dizer da comunicação dos pracinhas brasileiros na II Guerra Mundial? Contato direto com o país nem pensar e, para permitir o mínimo de comunicação entre as várias tropas, pelo menos 12 pessoas ficaram feridas e uma morreu. A vítima fatal foi um operador que, durante combate nos Montes Apeninos, foi abatido junto à estação de rádio pelos alemães que atiravam morteiros. Os feridos eram os construtores de linha, pessoas com a missão de estender os fios das centrais telefônicas que permitiam a comunicação entre os comandos e as tropas. "Os construtores sofriam muito porque, em meio ao inverno, tinham que fazer o mesmo trabalho diversas vezes", lembra o major Antônio André, diretor de Patrimônio da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, com sede no Rio de Janeiro. "Mal eles levavam a linha ao destino e testava, ela era cortada por causa dos bombadeios", recorda. PESO - Além das limitações próprias de uma guerra, a tecnologia também não ajudava muito. Os soldados trabalhavam com pesadas estações de rádio, montadas em veículos e cobertas por toldos. Os soldados também utilizavam uma espécie de walk-talkie de quase 40 centímetros de comprimento com a antena totalmente estendida. "Os equipamentos eram o que de melhor existiam na época", relembra o major Antônio André. Os equipamentos eram importados dos Estados Unidos, país aliado, mas não garantiam a comunicação direta com o Brasil. E, por falta dessa comunicação, os quase cinco mil pracinhas que primeiro chegaram à Itália ficaram sem acampamento na primeira noite. "Como demorava quase oito dias para chegar uma informação do Brasil, esqueceram de avisar com antecedência aos Estados Unidos sobre a nossa chegada e assim tivemos que dormir sob as árvores", conta o major Antônio André. |
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