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ANTIGOS COMPANHEIROS VII
Dirigindo o jornal, aos 30 anos de idade

por WLADIMIR CALHEIROS*

Minhas primeiras recordações do Jornal do Commercio são as do menino que via o pai chegar em casa, ao meio dia, com o jornal dobrado na mão. Muito tempo depois, eu com 16 anos, trabalhando na página de esportes da "Folha do Povo", fui à redação do JC em busca de uns clichés emprestados. Entrei devagarinho, pela porta que ligava a sala da biblioteca à redação. Alguns senhores de gravata trabalhando em pesadas máquinas Triumph cinzentas. Antônio Almeida, chefe da página esportiva, atendeu-me muito bem e emprestou-me seis pequenos clichés de jogadores, acho que do Sporting de Portugal.

Reencontrei o JC dois anos após, quando fui trabalhar no caderno de esportes do Diário da Noite, vespertino da Empresa.

A roda do tempo continuou girando e lá fui eu embora para o Correio do Povo e o Diário de Pernambuco. Voltei em 1956. Escalei a chefia da reportagem e, aos 30 anos, a Editoria-Geral.

Criei as editorias, comprei serviços de notícias e radiofotos, o departamento de pesquisas, a sala de comunicações, a central de notícias, coloquei os jovens da minha geração em postos chaves. Liderei o jornal até que, no início dos anos 70, começaram as dificuldades financeiras. Resisti até 13 de julho de 74. No dia 14, arrumei a mala e vim para Alagoas.

Depois do JC trabalhei em vários jornais. E participei, duas vezes, no JC, recentemente, de equipes que ganharam o Esso.

* Assessor de Comunicação do Governo de Alagoas

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