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CIÊNCIA & MEIO AMBIENTE VII Em constante luta pela preservação da espécie Se, um dia, você estiver tomando banho de mar e se deparar com um peixe-boi não se assuste. Ao contrário, tome cuidado para não assustá-lo e contemple esta rara oportunidade de ver um animal que se tornou seriamente ameaçado de extinção por causa da exploração do homem. Mesmo que o animal não esteja em perigo, avise ao pessoal do Projeto Peixe-boi. São eles que vêm, há 18 anos, se esforçando para proteger a escassa população destes animais que ainda resta no Brasil. Qualquer registro é importante. O projeto começou em 1980, após uma expedição feita no ano anterior pelos oceanógrafos Catuetê Albuquerque e Guy Marcovalde, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), hoje Ibama. "Eles verificaram que os peixes-bois estavam com suas populações reduzidas e havia uma grande predação de tartarugas, e propuseram ao IBDF a criação de áreas de proteção e de medidas para evitar a extinção destes animais", conta Ricardo Soavinski, que assumiu o projeto no ano de 1986. Paralelamente foi criado o Tamar, de proteção às tartarugas-marinhas. O primeiro passo foi conscientizar os pescadores, que se tornaram aliados do projeto, passando a atuar como informantes da ocorrência de encalhes de filhotes. A primeira base do projeto foi instalada em Barra de Mamanguape, localizada no litoral norte da Paraíba, onde foi criada uma área de proteção ambiental, no final da década de 80. No estuário do rio, há um viveiro, para onde foram levados os primeiros peixes-bois órfãos. Em 1990, o projeto ganhou o status de Centro Nacional de Conservação e Manejo de Sirênios, unidade descentralizada do Ibama, instalando sua sede na Ilha de Itamaracá no ano seguinte. Um segundo levantamento sobre a situação dos peixes-bois foi realizado de 1990 a 1993, na costa norte-nordeste. O projeto tem apoio da Fundação Mamíferos Marinhos, ONG responsável por captar recursos não-governamentais para as pesquisas, e patrocínio da Petrobras. Em outubro do ano passado, o Centro Peixe-boi, em Itamaracá, ganhou o nome de Centro Mamíferos Aquáticos (CMA/Ibama), expandindo a sua linha de atuação. O projeto também conta com bases em Paripueira, litoral norte de Alagoas, em Parnaíba (PI) e uma unidade conveniada ao projeto em Balbina (AM), que cuida de peixes-bois amazônicos. Uma das principais preocupações do projeto é com a reintrodução de filhotes resgatados, que são monitorados com radiotransmissores. De 1994 para cá, quatro animais foram devolvidos ao seu hábitat no litoral de Alagoas: Astro, Lua, Aldo e Pipa, que desapareceu no final do ano passado. Caso você encontre-a ou qualquer outro peixe-boi, ligue para o telefone (081) 544.1056. Eles agradecem. |
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