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CIÊNCIA & MEIO AMBIENTE XI
JC firma-se como referência em jornalismo científico

No dia 20 de junho de 1989, os leitores do Jornal do Commercio foram presenteados com um novo produto: uma página intitulada "Meio Ambiente", que trazia como manchete uma entrevista com o cantor Gilberto Gil, fundador do Movimento Onda Azul. Esta primeira edição já revelava que a cobertura não se restringiria à abordagem de temas locais: trazia reportagens sobre a repercussão do acidente com o Césio-137 em Goiana e sobre a possibilidade de a Antártida ser transformada numa reserva internacional.

Dois dias após, era publicada a página "Ciência e Tecnologia", com uma reportagem sobre um inseticida para combater a praga do soldadinho da graviola. No início, as matérias sobre meio ambiente e C&T eram publicadas em dias alternados. "Após alguns meses, vimos que a alternância envelheceria as notícias. Daí a reunião em Ciência/Meio Ambiente", diz o jornalista Antônio Portela, primeiro editor da seção.

Menos de um mês após a criação da editoria, C&T fazia sua primeira grande cobertura: a da 41ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Fortaleza (foto). Uma década após, o JC continua presente em todas as reuniões.

Na 49ª SBPC, em Belo Horizonte, em 1997, teve uma participação especial: recebeu o maior prêmio de jornalismo científico do Brasil, o 17º Prêmio José Reis de Divulgação Científica, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na categoria "instituição".

Ao longo do tempo, o JC foi acrescentando outros serviços à editoria: publica a relação das praias impróprias para banho no litoral pernambucano, o diagnóstico da qualidade do ar na Região Metropolitana do Recife, artigos na coluna Vida & Ciência, além da seção De Olho na Ciência, em que pesquisadores de todo o Brasil respondem às curiosidades científicas dos leitores.

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