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ESPORTES II Dos quatro irmãos Lasalvia, só dois vingaram no Náutico Bita teve três irmãos vestindo a camisa alvirrubra ao seu tempo, o que em dado momento levou torcedores saudosistas a evocar os irmãos Carvalheira - Zezé, Artur e Fernando -, que brilharam no primeiro campeonato conquistado pelo Náutico em 1934. Naquela campanha, dos 55 gols marcados pela equipe dos Aflitos, exatamente 36 foram assinalados pelos Carvalheira. Fernando, principal artilheiro do Estadual fez 28, e Zezé e Artur quatro, cada. Com Bita e seus irmãos chegou-se a pensar nos "irmãos Lasalvia". O primeiro dos Lasalvia a aparecer em gramados pernambucanos foi Nado. Baixinho, inicialmente jogando como meia-armador, depois de ter brilhado nos juvenis, foi aproveitado entre os profissionais pelo técnico José Mariano Carneiro Pessoa, o legendário Palmeira. Habilidoso, emérito driblador, Nado terminou sendo deslocado para a ponta-direita, posição em que se tornaria de fundamental importância na conquista dos três primeiros títulos da campanha do hexacampeonato - 1963/68. Convocado para os treinos da Seleção Brasileira que tentaria em vão o tricampeonato mundial na Inglaterra, Nado teve seu passe vendido ao Vasco da Gama, onde deu prosseguimento à saga iniciada ainda nos anos 40 por Ademir, no Expresso da Vitória, e que permanece hoje com Juninho - há sempre um pernambucano nos grandes esquadrões formados pelos vascaínos. Num amistoso em que a Seleção Pernambucana venceu a da Alemanha por 1 x 0, na Ilha do Retiro, o técnico Helmut Schoen, considerou-o, pelo menos naquele momento melhor do que Garrincha, que já vivia o início do ocaso. O ponta-de-lança Bita logo acompanhou os passos do irmão, fazendo o percurso Olinda-Aflitos. Durante três anos, a dupla Nado e Bita causaria terror às defesas não só de equipes pernambucanas, mas de times da região e até do sul do País, ao mesmo tempo em que encantaria a torcida. O sucesso que a dupla começava a fazer, principalmente depois da célebre excursão ao Norte, levou Tonho e Celso, também irmãos de Nado a percorrer a mesma rota feita pela dupla. A convivência da "irmandade" no clube alvirrubro durou pouco tempo, frustrando-se assim o sonho dos dirigentes e dos torcedores de reviver os tempos dos Carvalheira. O meia-armador Celso, após passagens esporádicas pela equipe principal, acabou se transferindo para o Sport, onde foi titular algum tempo, saindo tempos depois para defender o Paysandu. O ponta-de-lança Tonho teve uma carreira curta, não tendo passado da equipe de aspirantes. Não por incapacidade técnica, mas pela quantidade de bons jogadores no clube para sua posição. |
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