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MEMÓRIA
De Pernambuco para o mundo

Pernambuco falando para o mundo! Rádio Jornal do Commercio. Recife. Pernambuco. Brasil". Este era o slogan carregado por ondas curtas para vários países espalhados pelas Américas e Europa. Tanto era o brio pernambucano do empresário Francisco Pessoa de Queiroz que ele chegou a contratar uma locutora inglesa para, no final da noite e no programa semanal em inglês, anunciar, em sotaque londrino irretocável: "Pernambuco speaking to the world."

Na história do Jornal do Commercio destaca-se a figura aristocrática e empreendedora de Pessoa de Queiroz. Sob o seu comando, nas décadas de 20 a 70, o JC cresceu, adquirindo emissoras de rádio e televisão e tornando-se, na época, um dos grandes conglomerados de comunicação de massa de todo o país.

Dois anos antes da construção dessa rádio foi fundado o Diário da Noite, jornal vespertino que circulou até a década de 70. As difusoras de Garanhuns, Pesqueira, Limoeiro e a Televisão Jornal do Commercio foram construídas em 1960. Todas eram instalações de luxo, com mobília especialmente desenhada, pisos de mármore, e caros pianos americanos "Steinway & Sons". O JC também recebeu investimentos, como a aquisição de uma das mais modernas rotativas disponíveis, uma "super-potente" M.A.M alemã.

TRAJETÓRIA - Nascido em Umbuzeiro, sertão da Paraiba, F. Pessoa de Queiroz, como era conhecido, mudou-se para Recife aos três meses de idade. Foi aluno do Ginásio Pernambucano, na época um dos grandes colégios do Brasil, e da Faculdade de Direito de Pernambuco, onde colou grau no ano de 1911. Foi diplomata em Buenos Aires, Londres e Bucareste, depois secretariou a comissão brasileira enviada por Epitácio Pessoa, seu tio, à conferencia de paz em Versalhes, em 1918. Depois foi eleito deputado federal, ocupando mandatos de 1921 a 1930.

A Revolução de 1930 levou à queda do Presidente Washington Luís, ao fim da República Velha e ao empastelamento da redação do Jornal do Commercio. Pessoa de Queiroz teve sua casa incendiada e foi forçado a exilar-se na França, de onde só voltaria dois anos depois. Reiniciou suas atividades políticas com a eleição para o Senado pela UDN/PR, em 1962, onde ficaria até 1971.

Francisco Pessoa de Queiroz morreu em 7 de setembro de 1980, de uma parada cardíaca.

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