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A gota d'água Hoje, primeiro dia de janeiro do ano 2000. Acredito que vou acordar na hora de sempre e com toda certeza passar a mão no corpo, apertar o braço e dizer: estou vivendo o início de algo que ninguém poderia imaginar como ia ser. Outros acordarão tarde, alguns sem saber onde estão, se dormindo sob uma tenda nas areias da praia de Boa Viagem; deitado sobre um sofá nos vários bufês da cidade ou em casa de amigos e até mesmo num banco de praça. Comigo isto não vai acontecer, não por supor que já estaria na terceira idade, (mas graças a Deus com a devida energia), mas por ser uma excessão à regra. Fiquei como o pessoal da casa de dona Sinhá, até meia-noite, depois dormir. Sinto-me perdido dirigindo o carro na correria de tanta gente vibrando, mostrando as taças de champagne que o melhor é fazer o que sinto de acordo com a minha maneira de encarar a data. Expressiva, sem a menor dúvida, mas a vida continua como sempre, e vai sem alterações. O tal "bug do milênio" foi o homem que provocou, criando máquinas fantásticas que poderão alterar estruturas técnicas ou econômicas imprevisíveis, dizem. Minha esperança, o desejo maior era que não surgissem problemas, dramas ou confusões. Que o "bug" não transbordasse a taça Medidas O Governo Federal realizou dia 28, do seu Centro de Operações, instalado no Ministério da Defesa, em Brasília, o último teste para evitar o "bug do milênio" que estava enlouquecendo muita gente impressionável com a pane dos computadores na virada do século. Na avaliação do vice-presidente da República, Marco Maciel, dificilmente haveria problemas, já que o governo tomou todas as medidas possíveis para evitar transtornos principalmente no que diz respeito aos serviços essenciais oferecidos à população. Romance Ainda sobre a proposta de Lucilo Varejão Filho, a respeito da publicação de romances de autores mortos, como parte das comemorações do centenário da Academia Pernambucana de Letras. O vice-presidente Marco Maciel disse que vai atuar junto ao Ministério da Cultura para que este fato literário importante se concretize. Teríamos de citar, em primeiro lugar, o famoso A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela, uma história fascinante e que poucos conhecem atualmente. É um livro sobre o Recife para se ler sem interromper. E teriam os trabalhos de Teotonio Freitas, Manuel Araão - O Claustro -; Farias Neves Sobrinho, Mário Sette e até o romance bissexto de Luiz Delgado, Inquietos. Delgado depois se tornaria professor, pesquisador, jornalista e uma das maiores inteligências de Pernambuco. É um projeto para o ano 2000, mas que no fechar das cortinas deste 99, passou a ser uma das idéias mais válidas que surgiram no setor literário de Pernambuco e primeiro item do programa do centenário da APL. Dinâmico José Pinteiro Neto é um dos mais jovens e atuantes empresários de Pernambuco, fabricando as maiores lanchas, além de lidar no setor hoteleiro como o Gavôa. Hoje à tarde ele promove um grande passeio e prévia náutica, iniciando o 2000. O primeiro lugar receberá uma lancha; o segundo, duas passagens para Miami. Comentam que muitas peças apresentadas em leilões, em todo o Brasil, com os móveis perfeitos, brilhando, opalines, cristais, não saíram do sacrossanto espaço de alguns lares. Os italianos, alemães e argentinos estão fabricando antigüidades (incluindo bronze e Gallé) com absoluta perfeição. Olho vivo. O poeta José Mário escreveu um depoimento sobre Ladjane Bandeira no livro A presença da mulher na redação. Como não podia deixar de ser, o nosso queridíssimo vice-presidente da República, Marco Maciel, passou incólume pelas 560 páginas do livro Uma História de Poder, do jornalista Rivaldo Paiva. José Paiva, do Cefet-PE, conferiu detalhadamente a vida pública de Marco Maciel, narrada no livro. |
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