NOVIDADES
Festival
apresentará filmes estrangeirosO enquadramento já está certo, mas o foco
ainda precisa de reparos. Os preparativos para o IV
Festival de Cinema do Recife (não existe mais o adendo
`nacional' no nome) começaram e a agenda já poderia
estar fechada, não fosse por um grande detalhe: os
filmes. Como não há mais o `nacional' em questão, a
proposta de Alfredo Bertini, um dos organizadores do
evento, é trazer algum longa-metragem internacional para
o Teatro Guararapes.
A programação do IV Festival já
começa no próximo dia 17 com a primeira etapa de
seminários sobre o cinema. Durante quatro dias deste
mês, palestrantes e debatedores discutirão produção
cultural sob a ótica das leis de incentivo, da imprensa,
da economia e do marketing.
"O festival em si, que acontece em
março, conta com seis dias de duração e pretende
exibir, em primeira mão, duas produções nacionais: uma
que deve ser concluída nas vésperas do evento, outra
já bastante esperada por todo o País. "A
intenção é conseguir mostrar ao público o mais novo
filme de Paulo Caldas (O Rap do Pequeno Príncipe Contra
as Almas Sebosas) e, quem sabe, o Chatô?", sonha
Bertini que viaja esta semana ao Rio com a missão de
conseguir fechar a programação.
O que se espera é que Bertini consiga
não apenas exibir os dois filmes já citados, como
também traga produções de melhor qualidade que as do
último festival - quando apenas o documentário Nós que
Aqui Estamos, por Vós Esperamos conseguiu se destacar.
Ainda na programação do Festival, haverá a eleição
do filme brasileiro do século, que também deverá ser
exibido em um dos dias.
E em se falando de Paulo Caldas,
lembra-se logo do pernambucano e parceiro Lírio
Ferreira. O diretor já está com duas produções
engatilhadas: Cartola e Água. A primeira deverá ser
exibida nos cinemas ainda este ano e, apenas para não
deixar dúvidas quanto ao título, trata-se de um
documentário (possivelmente) ficcionado sobre a vida e
carreira do maior poeta e malandro do morro da Mangueira,
Angenor de Oliveira, o mestre Cartola. À parte essas
produções, estarão sendo filmados no estado mais três
longas-metragens: Maria Moura, de Leilane Fernandes, Casa
Grande & Senzala, de Nelson Pereira dos Santos e o
ainda não definido romance produzido por Carla Camuratti
com cenário no Rio São Francisco. Além de servir de
palco para essas produções, Pernambuco cederá também
mão-de-obra para esses filmes. Não poderia haver melhor
notícia para um estado que ainda não tem um núcleo de
formação técnica na área de cinema.
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