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BUG DO MILÊNIO Ano Novo sem Bug na Nova Zelândia BRASÍLIA O secretário-executivo do Plano de Contingência contra o Bug do ano 2000, Solon Lemos Pinto, divulgou o boletim oficial emitido pelo governo da Nova Zelândia pelo equivalente naquele país ao Centro de Coordenação contra o Bug. O boletim informa que não foi registrado, até as 2h (horário neozelandês; 12h, em Brasília), nenhuma ocorrência nos setores de eletricidade, gás, petróleo, energia, comunicações, sistema financeiro, transportes aéreo, marítimo e terrestre, serviços de saúde e hospitalares, serviços governamentais e serviços de água e esgoto. Austrália, Japão e Singapura também entram no ano 2000 sem problemas. O secretário Solon Lemos Pinto argumentou que, nos serviços de infra-estrutura, a maioria dos fornecedores de equipamentos daquele país são semelhantes ao do Brasil, o que trouxe tranqüilidade a mais sobre as perspectivas de não ocorrência de problemas no Brasil, em decorrência do Bug. Ele ponderou, no entanto, que esses setores estão sujeitos a um risco potencial de outra natureza, quando as empresas voltarem às atividades. APAGÃO O porta-voz da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para assuntos do Bug do ano 2000, Sérgio de Oliveira Frontin, descartou qualquer possibilidade de apagão na virada do ano. Segundo Frontin, as pessoas estão generalizando o termo apagão, que foi usado para caracterizar uma falha que atingiu em março vários Estados e durou várias horas. CÉDULAS O representante do Banco Central nas ações contra o Bug, Antônio Gustavo Matos do Vale, informou que das cédulas colocadas à disposição dos bancos como garantia para eventual aumento de saques, R$ 7 bilhões não foram utilizadas. O volume permitirá ao BC renovar as cédulas. O processo de substituição do dinheiro e de destruição das cédulas velhas foi retardado desde maio, para gerar um excedente do papel. Agora o saneamento poderá ser feito comentou Vale. CARIMBOS NOVOS A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) descobriu que o bug do ano 2000 não afeta apenas os sistemas eletrônicos. A empresa constatou que os carimbos de datas , usados em muitas de suas agências e repartições internas, só permitiam a numeração até 1999. |
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