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SURPRESA IV Premiê assume poder e reúne Conselho MOSCOU - O primeiro-ministro russo Vladimir Putin reuniu-se ontem com o conselho de segurança do país para formalizar sua posição como novo presidente até as eleições presidenciais em março. A popularidade de Putin - favorito de Yeltsin à sucessão - está muito alta. Hoje, ele teria cerca de 55% das intenções de voto, de acordo com as últimas pesquisas, informa o economista Al Breach, da Goldman Sachs de Moscou. "Yeltsin acredita que Putin está pronto para assumir o cargo. Além disso, as condições de saúde de Yeltsin estão muito debilitadas. Este seria, então, um bom momento para efetuar a transição", afirmou Breach. A substituição presidencial na Rússia, neste momento, é certamente um fato positivo para os mercados e para o governo, na avaliação do economista. "Não há necessidade de esperar até junho - data inicialmente marcada para as eleições, antes da renúncia. Com Putin no poder, pode-se esquecer das preocupações políticas e prestar mais atenção aos negócios", diz. Deste modo, o economista acredita que a situação vá possibilitar a aceleração das negociações com o FMI e o Clube de Londres, estimando que "os acordos devam ser fechados em breve". POLÍTICA - A política externa russa continuará sendo a mesma após a renúncia de Boris Yeltsin, anunciou ontem o presidente interino da Rússia, Vladimir Putin, ao ser comunicado oficialmente da decisão. "A Rússia não vai mudar sua política externa e continuará com o desenvolvimento de suas forças armadas e a reforma militar", disse Putin em sua primeira declaração para a imprensa após a renúncia de Yeltsin. "Os serviços especiais devem agir energicamente e com firmeza para solucionar as tarefas que lhes forem apontadas", acrescentouPutin, que dirigia o FSB (ex-KGB) antes de sua designação à frente do governo em agosto. "A Rússia cumprirá com todas suas obrigações e acordos internacionais", afirmou, por sua vez, Igor Ivanov, ministro das relações exteriores. |
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