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CURITIBA III
Cooper e paquera nos parques da cidade

Programa de fim de semana em Curitiba, tão obrigatório quanto ir à praia no Nordeste, é dar uma volta num dos parques da cidade. Nos sábados e domingos, eles recebem mais de 150 mil pessoas, o equivalente a 10% da população. O Passeio Público, um minijardim zoológico situado bem no centrão, foi, até duas décadas atrás, uma das únicas atrações turísticas locais e das raras opções de contato dos moradores com áreas verdes. A não ser o portal de entrada, uma cópia idêntica do parisiense Cemitério dos Cães, pouco há para se ver no local.

Hoje, a situação é bem diferente. Já existem 14 parques em Curitiba, sem contar com os bosques públicos e privados, que passam de 1 mil. Muitos não têm muito de especial. Se parecem com qualquer área verde de qualquer lugar que você já tenha visitado. A única função é evitar que as enchentes não cheguem às áreas residenciais do município (todos estão em trechos dos rios que transbordam nas épocas de maior pluviosidade).

Outros, no entanto, são dignos de se passar um domingo inteiro. O Barigüi é o mais badalado e um dos maiores, com 1,5 milhão de metros quadrados. Nos domingos de manhã, fica repleto de atletas de fim de semana e famílias fazendo cooper, andando de bicicleta ou de pedalinho. Aproveite o passeio para exercer a inevitável arte da paquera. São incontáveis os namoros que começaram ali, entre uma corrida e outra.

GÔNDOLAS VENEZIANAS - Um dos parques mais bonitos, sem dúvida, é o Tanguá, o mais novo da cidade, inaugurado em 1996. O local possui paredões de pedras, cascatas e lagos. Uma das atrações principais é o túnel com 45 metros de extensão, escavado em uma de suas paredes rochosas e que une duas pedreiras.

O túnel pode ser atravessado por uma passarela de madeira sobre o lago ou através de barcos que imitam as gôndolas de Veneza. Na parte superior do Parque Tanguá, está um mirante com um espelho d'água artificial. Lembra muito os parques europeus.

Dê uma passadinha, ainda, na Universidade Livre do Meio Ambiente. A construção, toda em madeira, dá a Curitiba o título de primeira cidade do mundo a manter um local de estudos e repasse dos conhecimentos sobre a natureza à população. Foi criada em 1991, mas só inaugurada um ano depois com a visita do oceanógrafo francês Jacques Cousteau à cidade. (S.R.L.)

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Jornal do Commercio
Recife - 30.12.99
Quinta-feira