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Choradeira sem sentido É incompreensível a gritaria que os provedores, representados pela Abranet, estão fazendo por conta do caso Bradesco. A anunciada entrada do banco no mundo dos mega-provedores mexeu, de fato, com o mercado brasileiro e ameaça, agora, transformar-se na batalha da Itararé da Internet nacional. Para alguém que tenha descido nesses dias de um disco voador e esteja inteiramente por fora, vale a explicação: o Bradesco vai tornar-se provedor de acesso, construindo um portal que será franqueado a todos os seus clientes. Por clientes do banco, o maior do Brasil entre os privados, entenda-se nada menos do que 8 milhões de pessoas, das quais mais de 800 mil internautas potenciais. Esta ninharia de número corresponde ao dobro dos usuários do UOL e do ZAZ, os dois maiores provedores do País, juntos. Ora, todos os grandes provedores a começar pelo Universo On Line e pelo ZAZ já mataram a charada: o acesso à Internet tende a ser gratuito em todo o planeta, em um prazo relativamente curto. A mina de ouro não será mais se já não deixou de ser a assinatura pura e simples. As oportunidades de negócio voltam-se para o e-commerce, para a publicidade online e para a venda de produtos diferenciados, sobretudo nas áreas de pesquisa de conteúdo. Alguns provedores já têm prontos pilotos desse novo modelo. Trata-se de uma disputa no campo. Quem tiver fôlego, competência e criatividade sai na frente e com alguns gols de diferença. A isto também se dá no nome de livre mercado ou livre concorrência. A Abranet sabe disso. Sobre o tema, é elucidativo o artigo ecrito pelo jornalista Élio Gaspari e publicidado no JC do último domingo. O esperneio da entidade maior dos provedores brasileiros foge ao discurso fácil da liberdade de oportunidades. Até porque, se fosse intenção mesmo preservar os provedores menores, a entidade já teria chiado contra a ação voraz dos grandes em cima das pequenas empresas regionais. |
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