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FERIADO Luta do trabalhador é de preservação SÃO BERNARDO DO CAMPO O presidente da CUT Vicente Paulo da Silva, disse ontem, durante a comemoração de 1º de Maio em São Bernardo do Campo, que a luta sindical atual diferentemente de há 20 anos é para garantir os direitos trabalhistas conquistados. Hoje a gente briga para assegurar aquilo que conquistamos nas mobilizações do passado, afirmou. Ele admitiu que a mobilização hoje é menor, mas considerou que existem também menos trabalhadores. Citou o exemplo de grandes montadoras que reduziram seu quadro de funcionários para menos da metade nos últimos 20 anos. Vicentinho atribuiu aos shows e prêmios o grande público na comemoração de 1º Maio da Força Sindical. Noventa e nove por cento das pessoas que lá estiveram voltaram para casa frustradas por não ter sido sorteadas, afirmou. Para ele as festas de 1º de Maio têm que ser feitas para conscientizar o trabalhador. Na sua opinião a diferença entre as festas da Força Sindical e da CUT é que a central a qual ele pertence procurou trazer artistas mais ou menos vinculados ao discurso do sindicato, como, por exemplo, Zé Geraldo e Jorge Benjor, que se apresentam no estádio da Vila Euclides. Vicentinho anunciou também que deve deixar a presidência da CUT em 15 dias para se dedicar à sua campanha pela Prefeitura de São Bernardo do Campo. O seu mandato se encerraria em agosto, mas ele decidiu antecipar a saída. O vice-presidente da CUT, João Vaccari, deve assumir o cargo. APOSENTADOS O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse ontem que a entidade promoverá um acampamento com aposentados dia 10, em Brasília, para pressionar o Congresso Nacional a aumentar o valor do salário mínimo para R$ 180,00. Mas ele admitiu que dificilmente os congressistas conseguirão mudar o valor de R$ 151,00, proposto pelo Governo via medida provisória. Acho que não vai passar a proposta de R$ 180,00, mas a negação do reajuste só vai desgastar ainda mais a imagem do Governo, argumentou Paulinho, no encerramento da comemoração do Dia do Trabalhador, promovida pela Força Sindical na praça Campo de Bagatelle, em São Paulo. O evento teve a participação de cerca de 1 milhão de pessoas, segundo estima a Polícia Militar. A Força Sindical aproveitou a festa para iniciar a coleta de 1 milhão de assinaturas em documento a ser levado ao Congresso em defesa de um mínimo acima de R$ 151,00. A comemoração teve shows de vários cantores, duplas sertanejas e grupos de pagode e terminou com a apresentação da Escola de Samba Vai-Vai. Segundo a Força Sindical, a festa custou R$ 1 milhão, com o sorteio de 10 carros Corsa Wind e cinco apartamentos, no valor de R$ 35 mil cada. Paulinho negou que a promoção tenha sido populista e argumentou que os sorteios e shows representaram uma forma eficiente de atrair o público para a discussão das questões de interesse dos trabalhadores, entre as quais o salário mínimo. |
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