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Spike Lee chega ao cinemão por Kleber Mendonça Filho Depois das sete estréias da Páscoa, o circuito cinematográfico pega mais leve esta semana com moderadas três novidades: a super-produção hollywoodiana Missão: Marte (Mission: Mars, EUA, 2000), do homem que administrou Missão Impossível (1996), Brian de Palma. O esperado Verão de Sam (Summer of Sam, EUA, 1999), de Spike Lee, chega à Sessão de Arte e o cultuado Velvet Goldmine (Inglaterra, 1998) estréia no Cinema da Fundação. No Lula Cardoso Ayres, o clássico O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, EUA, 1925). O lançamento nacional Missão: Marte não foi exibido à imprensa local, portanto, não ganha o espaço que talvez merecesse no Jornal do Commercio. Sabe-se que o filme morreu rapidamente nas bilheterias americanas depois de uma estréia bem sucedida que o colocou em primeiro lugar nas rendas. A crítica também destruiu Missão: Marte, que tem Gary Sinise (Forest Gump) à frente de uma expedição de salvamento no planeta vermelho. O filme tem sido descrito como uma mistura de Apolo 13 com 2001 Uma Odisséia no Espaço. Para cinéfilos, filmes de De Palma são, quase sempre, interessantes. Verão de Sam pode ser considerado o melhor trabalho de Spike Lee desde Faça a Coisa Certa (1989). Curiosamente, a atmosfera de panela de pressão está de volta nesta crônica policial impactante sobre o verão de 1977, quando Nova York sofreu com uma onda de calor e foi aterrorizada por um assassino que chamava-se Filho de Sam. Ele matava casais namorando em carros com uma arma calibre 44. Excelente elenco (Mira Sorvino, John Leguizamo, Ben Gazarra, Adrien Brody) compõe painel humano dos mais interessantes, com ausência curiosa dos personagens negros tão comuns à obra de Lee. Isso talvez explique a distribuição do filme no Brasil, já que os últimos cinco Spike Lees foram direto para vídeo (com elenco e temáticas negras). Velvet Goldmine, de Todd Haynes, pertence ao seleto grupo de filmes que tentam dissecar uma determinada época, ou movimento, da cultura pop (Quadrophenia, Sid & Nancy, The Doors). Nesse caso, é o glam rock, surgido na primeira metade da década de 70, na Inglaterra, e que teve como principal expoente David Bowie. Haynes utiliza a mesma estrutura de Cidadão Kane para investigar o desaparecimento de um astro do pop-rock. Livremente baseado em Bowie e Iggy Pop. Prêmio de Contribuição Artística em Cannes 98. No Lula Cardoso Ayres, a chance de conhecer, em película, um dos grandes clássico do cinema, já refilmado tantas vezes (inclusive por De Palma) e digno até mesmo de um musical da Broadway: O Fantasma da Ópera, de Rupert Julian, com o mito do horror cinematográfico, Lon Chaney. Ele é o compositor vingativo que vive nas catacumbas de Paris e seqüestra uma bela cantora (Mary Philbin). Misto de horror e encanto. Excelente programa. Ainda por cima, a entrada é franca. |
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