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COMPORTAMENTO IV Criatividade pode estar nas prateleiras dos sex shops O sex-shop é o paraíso de quem é chegado a uma brincadeira sexual mais apimentada. Tem acessório para todo e qualquer tipo de tara, desde as mais comportadas (comportadas?) até aquelas que deixariam uma Cicciolina enrubescida. Geralmente, as pessoas vêm até aqui à procura de objetos de sadomasoquismo ou para sexo a três, revela o dono do Hora H Sex Shop e Locadora, Emanuel Diniz. Segundo ele, 70% do público que freqüenta sua loja é formado por mulheres. Os homens ainda têm certo preconceito, associando este tipo de ambiente a homossexulismo. Alguns, inclusive, vêm com suas mulheres, mas ficam na porta, conta. Já o proprietário da Fetiche Sex Shop e Locadora, Carlos Galvão, diz que muitos casais aproveitam os artefatos eróticos para realizarem suas fantasias mais secretas. Recebemos pessoas com idade entre 30 a 40 anos, de cabeça mais aberta. Temos clientes fixos, comenta. Na Fetiche, pode-se encontrar mimos como bombas de crescimento peniano, óleos, chocolates eróticos, preservativos coloridos e pasmem bonecos de animais infláveis. ABERTURA DE MERCADO Galvão acredita que está acontecendo uma abertura no comércio erótico da cidade. A cada dia, aumenta a demanda por sexo, as fantasias e as novas descobertas. As pessoas, no entanto, ainda estão reprimidas, fala. Muitas vezes, os vendedores das lojas terminam atuando como consultores para sua criativa clientela. Ter vergonha ou recato aqui é impossível: para levar algo, é preciso falar sobre tipos e tamanhos de vibradores, sabores de camisinhas e matérias-prima de chicotinhos. Os filmes eróticos são outros conhecidos artifícios oferecidos às pessoas que procuram os sex shops. Muita gente vê nas cenas de sexo tudo aquilo que gostaria de fazer com seu (ou seus) parceiro. É um estímulo a mais. As pessoas vêem as cenas e depois usam nossos objetos, declara Diniz. |
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