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MODA Jaqueta de couro sob 26° por Fabiana Moraes A moda inverno está nas lojas. Muito casaco 7/8, muita bota de cano longo, muito pelo e, principalmente, centenas de peças em couro, seja ele tradicional ou trabalhado tecnologicamente. Com o clima heterogêneo do Brasil, quem vive nas regiões mais quentes, como o Norte e o Nordeste, precisa estar atento à escolha do que vai usar nessa estação (que, diga-se de passagem, é quase virtual por estas bandas). A boa notícia é que a tal tecnologia empregada nos materiais já consegue dar leveza e maciez a estas peças, tornando-as aptas ao uso em território nordestino. Hoje, materiais como o couro já podem ser usados mesmo no verão. É quase uma segunda pele, diz Evani Wolff, das empresas Gutz e Tactile, que há alguns anos vêm desenvolvendo pesquisas sobre o uso de novas matérias-primas. Uma delas é justamente a produção de tecidos a partir da pele de ovelhas deslanadas, animal (presente no sertão cearense) que não produz lã. O material possui uma leveza impressionante. Para se ter idéia, é possível fabricar com ele até mesmo camisetas de tricô. Não sei o porquê, mas o brasileiro tem a idéia de que não pode usar couro, mesmo sendo bem mais durável que o tecido comum, continua Evani. Apesar de ainda causar certo estranhamento, o uso do material é bastante comum para alguns lojistas da cidade. Não pedimos muitas peças da fábrica, mas todas aquelas que chegam à loja são rapidamente vendidas. Temos um público certo para esse tipo de roupa, conta a proprietária da Iódice no Recife, Ana Carolina de Melo. Uma das griffes que melhor souberam utilizar o couro em sua última coleção foram a Ellus e a Forum. A primeira utilizou uma técnica que o deixou com cara de barro molhado, lambuzado de lama, e, principalmente, muito leve. Outra boa opção de compra são as peças em pelica, material que está presente tanto em sapatos quanto em jaquetas e saias. A Forum também soube processar peles de maneira ideal para o nosso clima: muitas jaquetas chegam com detalhes vazados, sempre macias, finas. O detalhe chique fica por conta do efeito perolado empregado nestas peças, impondo, definitivamente, uma cara nobre a um dos materiais mais injustiçados (até agora) pela indústria da moda brasileira. DE ESTICAR Outra matéria-prima que promete ter boa aceitação são os sintéticos e emborrachados, de aspecto brilhante, mais modernos. Já o Elastex, matéria prima da Lycra, foi mostrado à exaustão na sétima edição da Semana da Moda, em São Paulo. Marcas como a Cavalera e a V.Rom, além de estilistas como Ronaldo Fraga e Caio Gobbi, tiraram proveito do casamento entre o Elastex e a lã ou mesmo o tricô. O resultado: mais conforto e movimento. Hoje, a tecnologia dá a possibilidade de usar vários tipos de tecidos que antes estavam relegados apenas à algumas regiões do país, acrescenta Evani Wolff. A regra, no final, é usar o bom senso e levantar as mãos para o céu para a essa ciência vem trazendo mais diversidade ao nosso resumido guarda-roupa. |
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