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PROVEDOR
Elógica é vendida à americana PSINet. Poucas mudanças iniciais

por Hugo Pordeus
hugo@jc.com.br

Em uma negociação cercada por muita confidencialidade, a Elógica acertou, semana passada, sua venda para a multinacional PSINet, grupo de origem norte-americana que já detém a terceira posição no mercado de provedores de acesso do Brasil. A PSINet ainda não anunciou oficialmente a transação e os executivos da empresa se negam a comentar o assunto. Os valores do negócio connuam sendo guardados em sigilo.

Maior provedor do Norte-Nordeste, com cerca de 17 mil usuários, incluindo os clientes corporativos, a Internet Elógica possui ainda o maior link com a Rede entre os provedores pernambucanos (8 Mbps) e o maior número de linhas para acesso discado, aproximadamente 1.200.

De acordo com José Belarmino Alcoforado, presidente do Grupo Elógica e ex-sócio majoritário do provedor, “nada vai mudar, de imediato, para os clientes da Internet Elógica, que terão seus contratos respeitados e os serviços, mantidos”.

A sede do provedor continuará em Olinda, no mesmo prédio em que funcionam as outras empresas do setor de informática do grupo: Elógica Processamento de Dados (birô de serviços), Corisco Tecnologia (fabricante de impressoras fiscais) e a Elotech (software). O provedor (Pitaco Assessoria Técnica) respondia por 30% do faturamento do grupo.

Para Luís Vieira, ex-diretor-superintendente do Grupo e que agora assume a chefia da Elógica/PSINet, todas as mudanças futuras vão ser em benefício dos usuários do provedor. “Uma ou outra alteração na homepage deve acontecer, como a inclusão de logotipo da PSINet, mas, nesse início, nada de mais substancial. Estamos em uma fase interna de transição e logo vamos poder dar maiores informações aos nossos clientes”, assegura.

Até ontem, os usuários da Elógica ainda não haviam recebido qualquer comunicado por parte da empresa. Foram surpreendidos pelas notícias veiculadas na imprensa local, confirmando a venda de seu provedor. As especulações sobre a aquisição da Elógica por um provedor estrangeiro já duravam mais de um ano.

EXPANSÃO – Na opinião de Belarmino Alcoforado, a PSINet deverá expandir os serviços da Elógica e investir na empresa, valendo-se de seu know-how internacional para garantir a liderança no mercado regional. A filial da Elógica em João Pessoa também foi negociada na transação, mas o ponto de presença em Belém, no Pará, por ser franquia, ficou de fora.

A PSINet está há sete meses no Brasil e, nesse tempo, já comprou oito provedores, contando com a Elógica. Com faturamento anual de US$ 562 milhões e valor estimado em US$ 3,5 bilhões, a PSINet recebeu o prêmio de melhor provedor corporativo do Brasil pela InfoExame em 1999.

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Jornal do Commercio
Recife - 26.04.2000
Quarta-feira