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CELEBRAÇÃO
Judeus lembram o holocaustro pela genocídio de seis milhões

JERUSALÉM – Israel começou ontem a celebrar durante 24 horas o Dia do Shoa, que todo ano homenageia os seis milhões de judeus vítimas do genocídio cometido pelos nazistas.

As cerimônias começaram no monumento Yad Vashem de Jerusalém, consagrado ao Shoa, na presença do presidente israelense, Ezer Weizman, e do primeiro-ministro, Ehud Barak.

Em seu discurso, Weizman lembrou o genocídio e a criação de Israel, antes de destacar que “há uma esperança de paz com os palestinos e de um acordo com a Síria. Estendemos a mão a todos os nossos vizinhos”, disse.

Barak, por sua parte, afirmou que “a criação de Israel é a resposta às tentativas de apagá-lo do mapa da humanidade”. “Em nome do Estado, me comprometo a que não haja jamais um judeu sem lar ou defesa”, destacou.

“Reverencio as vítimas judias do nazismo, entre elas 1,5 milhão de crianças. Homenageio os que tomaram a bandeira da revolta. Homenageio os sobreviventes e os veteranos judeus”, prosseguiu.

Seis sobreviventes do Shoa com tochas acenderam a chama da recordação no “Salão da Recordação”, onde estão gravados no chão os nomes dos 22 principais campos de concentração nazistas. Ao anoitecer as bandeiras foram arriadas a meio-mastro e o comércio, inclusive cafés, bares, restaurantes, cinemas e teatros, fecharam suas portas por 24 horas.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.05.2000
Terça-feira