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DIA DO TRABALHO Conflitos e protestos marcam 1º de maio LONDRES Sem os imponentes desfiles que assinalavam no Leste do mundo as comemorações da data durante o período da Guerra Fria, as comemorações do Dia do Trabalho foram marcadas em todos os continentes por confrontos de extremistas de direita e de esquerda com a polícia, protestos contra alguns Governos e manifestações de fé e solidariedade para com os países e populações mais pobres. Em Moscou, antiga capital da ex-URSS, as paradas organizadas pelos sindicatos comunistas e de outros grupos de esquerda em torno da praça Kaluga, das quais participaram no máximo 7 mil pessoas. A maioria dos russos aproveitou o dia de primavera para semear verduras e legumes nas hortas dos subúrbios. Na Itália, em missa na qual abençoou os trabalhadores do mundo, João Paulo II propôs a solidariedade para servir de contrapeso aos prejuízos que a globalização possa causar ao planeta. O papa advertiu que as reformas de mercado não devem violar os direitos humanos básicos e pediu o perdão da dívida do Terceiro Mundo. Na América Latina, as centrais operárias do Equador, aliadas a estudantes e políticos da oposição, marcharam pelo centro de Quito, a capital, em protesto contra a política governamental de dolarização da economia. |
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