![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
CPI DO NARCOTRÁFICO Deputados retomam as investigações A CPI do Narcotráfico e da Pistolagem da Assembléia Legislativa reinicia, hoje, a partir das 9h, as investigações sobre a ação do crime organizado na Mata Sul do Estado, com a tomada de depoimento do prefeito do município de Joaquim Nabuco, Marco Antônio Barreto (PFL), acusado de participar de um esquema de receptação de cargas roubadas. O prefeito foi intimado na última sexta-feira, segundo o presidente da CPI estadual, deputado Pedro Eurico (PSB). Nós o intimamos por telegrama, enviado tanto para a Prefeitura como para a residência dele, revelou o deputado. A CPI vai ouvir também os soldados Freire e Ironildo (alcunha Areia), que tiveram os depoimentos adiados de sexta-feira para hoje, uma vez que as Polícias Militar e Civil não tinham entregue as informações reservadas sobre ambos. Freire e Ironildo são acusados de participar de um grupo de extermínio na região. Há suspeita de que Ironildo integre um suposto grupo de Amaro José Vicente dos Santos (Amaro Pistola), policial militar lotado em Palmares e denunciado como matador. É o próprio Amaro quem comanda um grupo de nove policiais militares que fazem a segurança do prefeito Marco Barreto. Enquanto a CPI retoma os depoimentos, dois de seus nove integrantes os deputados Henrique Queiroz (PPB) e Fernando Lupa (PSDB) seguem para Maceió, onde acompanharão os trabalhos da CPI federal do Narcotráfico, que se instala em Alagoas. Ao mesmo tempo, o deputado Sérgio Leite (PT) segue hoje com destino a Brasília, para audiência com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, que conduziu a Operação Mandacaru, no Sertão pernambucano. Acho que o general vai entregar tudo ao Sérgio, respondeu Pedro Eurico sobre a documentação que será repassada ao deputado. Paralelamente aos trabalhos da CPI, as polícias Federal, Civil e Militar realizam o trabalho de campo, a partir das informações e denúncias apresentadas aos parlamentares. É uma investigação difícil. As pessoas ficam tentando se valer da tradição de impunidade naquela região (Mata Sul). É um trabalho de prospecção que será concluído pelas polícias, destacou Pedro Eurico. |
|