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ALCALÁ DE HENARES II Noites intermináveis de farra A tranqüilidade vista em Alcalá de Henares é meramente diurna. Como em toda a Espanha, a noite da cidade é, invariavelmente, invadida por um sem-número de pessoas (principalmente jovens), que lotam bares e boates de várias vertentes ideológicas. A noite é, também, uma das melhores horas para se conferir a beleza do casco histórico de Alcalá. As luzes, em tons amarelados, banham fachadas de edifícios e casas seculares, conferindo ao centro da cidade uma aura mística, meio misteriosa. Dentro dos bares de copas (bebidas) e tapas (petiscos), essa aura muda totalmente de figura. O modus operandi dos espanhóis, enquanto notívagos, é divertido e bastante interessante. Não há peso ou medida: fala-se muito, muito alto, bebe-se tanto quanto e a paquera é um verdadeiro embate entre ambas as partes. Aqui, não há muita sutileza, tampouco boas maneiras. Se a un chico le gusta una chica cualquiera, é cantada na certa, pouco importando se ela está acompanhada ou não. Uma das casas mais famosas de Alcalá de Henares é a Maná Maná, na Plaza de los Santos Ninõs, região repleta de bares. A discoteca é pequena e atrai um público bastante diverso: ali, são vistos os soldados do exército da cidade, as bad girls de 13 anos (sempre fumando, claro), alguns alternativos desavisados e gente que está preocupada apenas em dançar até as três da manhã, horário em que, geralmente, fecham as casas na cidade. Quem prefere música tecno vai a Karma, em Ecomienda, decorada com luzes psicodélicas, desenhos idem. Aqui, as copas saem a 550 pesetas (cerca de seis reais), preço médio de um copo grande de cerveja. Um dos melhores locais para bailar é o Seis son Seis, em Divino Vallés, que permanece aberto até depois das três da manhã. Muito kitsch, a casa é tida como a mais liberal e divertida de Alcalá. Um pouco distante do centro está uma zona conhecida como Camino de los Afligidos, repleta de discotecas (como a Oh Alcalá, Expresso e Lady Tierra). É uma boa opção para quem deseja dançar em locais mais amplos (geralmente, as boates são meio claustrofóbicas por lá). Antes de ir às boates porém, costuma-se ir a bares como o La Paloma (freqüentado por quem tem mais de trinta), a La Panadería (uma antiga e estreita padaria transformada em um dos ambientes mais modernos de Alcalá de Henares) ou La Oveja Negra, onde sempre acontecem exposições interessantes. O pequeno Los Lunes Felices, também no centro da cidade, é procurado por quem gosta de rock e hardcore. O chato aqui é que os garçons não se importam em pedir licença e varrer o bar enquanto você ainda está no meio de sua copa. Nas calles Empecinado, Rico Home e Ronda de Pescadería existe um verdadeiro circuito de bares de copas, que também fecham às três da manhã. EN LA PLANCHA Alcalá possui bons restaurantes e bares de tapas (que muitas vezes tomam o lugar de uma refeição comum), quase todos com comidas bastante típicas. No Barataria, centro, são servidas tapas de qualidade por bons preços, além de mais de 360 marcas diferentes de vinhos. O Mesón Las Cuadras de Rocinante, em Carmem Calzado, é especializado em petiscos que levam nomes quixotescos, em homenagem ao mais ilustre filho de Alcalá, Miguel de Cervantes. Quem prefere jantar num belo local e está com o bolso recheado de pesetas, pode optar pela Hostería El Estudiante, que, apesar no nome, é um dos mais caros da cidade, funcionando na rede de Paradores, no antigo colégio de San Jerónimo. O menu, basicamente castellano, sai por 3.700 pesetas (a média dos outros restaurantes é de 1.600). O restaurante Mesón La Casa Vieja, antiga morada do pintor alcalaíno Félix Yuste, datada do século 16, é perfeito para quem quer comer bem sem pagar muito. Em estilo rústico, ainda conserva sua estrutura original (possui um antigo pátio coberto). Ali, o menu (entrada, prato principal, sobremesa e vinho, água ou cerveja) sai por 1.500. Os restaurantes da rede Índalo (nas calles Libreros e Manuel Azaña), são um tanto nervosos no horário do almoço, mas nem por isso deixam de servir bem. Uma das pedidas aqui são os champiñones recheados com chouriço (750 pesetas) e o delicioso bocadillo de lombo com pimentão. O difícil é ter espaço na barriga para quando o prato principal chegar. (F.M.) |
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