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ALCALÁ DE HENARES IV Belos edifícios erguidos em nome do cristianismo A Alcalá de Cervantes é bem mais pitoresca do que se pensa. Seus santinhos, igrejas, monastérios e pequenas praças remontam rapidamente à forte influência religiosa que a cidade viveu na Idade Média. Por onde quer que você ande, verá algum monumento dedicado a algum santo, bispo ou cardeal que já participaram da história local. O melhor: todos eles possuem uma beleza ímpar, discreta (nas fachadas, são poucas as exuberâncias ), feitas para aquelas pessoas que desejavam exaltar o espírito, e não o supérfluo. O Convento de São Bernardo, conhecido como Las Bernardas) é, do ponto de vista artístico, um dos mais importantes de Alcalá de Henares. Onde antes existia o bairro mourisco de La Almanxara, foi erguido um imponente monumento à Deus, formado pelo Palacio Arzobispal, o convento da Madre de Deus, o próprio monastério e uma praça, que, aos finais de tarde, recebe a visita dos moradores locais. É possível visitar o rico acervo do museu do local por apenas 350 pesetas. ADÚLTEROS NA FONTE O Colegio Menor de Trinitarios Descalzos, na calle Trinidad, que figura invariavelmente como um dos cartões-postais alcalenses, é vizinho ao também bonito Colégio de Málaga. Separe um par de horas do seu dia para conhecer estes dois edifícios medievais, que nasceram sob a missão de catequizar e doutrinar a população castigada por problemas como a tuberculose ou o escorbuto. O Colégio de Málaga é considerado uma das boas mostras do Barroco Madrileño. Seus balcões e arcadas ainda hoje servem de modelo para jovens arquitetos que chegam à cidade para conhecer os vários monumentos sacros. Conta-se que as damas da antiga Alcalá, se suspeitavam que seus maridos estavam se relacionando com outra mulher, os levavam até a fonte do colégio, onde há a estátua da cabeça de um leão, de boca aberta. Ali, obrigavam seus homens a colocarem os dedos na boca do animal. Se eles retirassem suas mãos intactas, é porque não estavam cometendo adultério. O grandioso Colégio Máximo de La Compañia de Jesús (século 16) é, sem dúvida, um dos mais bonitos do centro histórico (também é ali o ponto predileto das cegonhas para o acasalamento). De influência italiana, ele abrigou os religiosos da companhia de Jesus que chegaram à cidade atraídos pelo seu crescente caráter devoto. Ali, se cultuava as Divinas Formas, desenhadas na imponente cúpula da igreja. A influência destes monges termina no século 18, quando o rei Carlos 3º, decreta expulsão dos jesuítas e destina o monumento a Real Universidade e aos Estudos Gerais (F.M.) |
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