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COMBUSTÍVEIS BR Distribuidora afasta gerentes regionais A direção nacional da BR Distribuidora passou a investigar as denúncias sobre o suposto envolvimento de funcionários da gerência regional da empresa em Pernambuco no esquema de sonegação de impostos. A primeira medida foi afastar o gerente de vendas Fausto Vicente Gomes e manter afastado o diretor automotivo Roberto Castelo Branco, que está na Bahia há algum tempo. Para o lugar de Fausto, a direção deslocou Delfino Francisco Dan, funcionário de carreira da empresa. Além de Fausto e Castelo Branco, a empresa ainda estuda a necessidade de afastar Sérgio Asfora, que trabalha na área de gás da empresa e é ligado a Claúdio e Roberto Asfora, da Transportadora Revendedora Retalhista (TRR) Discom e Distribuidora Federal. A suspeita é de que Sérgio esteja usando sua influência para favorecer a TRR. Outra medida adotada pela direção da empresa foi a suspensão das vendas para a Discom acusada de ter ligações estreitas com a distribuidora, sendo sua principal compradora. Além disso, o diretor de Mercado Consumidor da BR, Marco Antônio Capute, afirma que as vendas estão suspensas também para qualquer empresa do setor que tenha liminar contra o ICMS. Segundo Capute, a maior prejudicada com as irregularidades no setor de combustíveis é a própria BR. Como líder de mercado, há uma chance maior de a concorrência desleal prejudicar as vendas da empresa. Segundo dados da própria BR, a participação da empresa nas vendas para os postos caiu de 25% para 19%. É inconcebível que se pense que a BR esteja fomentando esse mercado. Estamos apurando as denúncias e, se houver algum tipo de favorecimento, tomaremos outras providências, afirma. RELATÓRIO As suspeitas de que a BR estaria favorecendo a Discom surgiram a partir de um estudo elaborado pela Polícia Federal. O relatório afirma que as grandes distribuidoras utilizam as TRRs como forma de ganhar mercado. Em seu depoimento, Fausto Gomes, então na BR, afirmou que vender para as TRRs é uma orientação da direção nacional da empresa. Segundo Capute, a participação de empresas como as TRRs é comum no mercado mundial de combustíveis. O problema é quando se pratica irregularidades como a sonegação de impostos, o que ele classificou de dar um tiro no próprio pé. |
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