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CORPO ESTRANHO
Covas acha professor grevista neofascista e faz acusação ao PT

SÃO PAULO – O governador Mário Covas disse ontem que a greve dos professores de São Paulo está sendo empurrada por grupos minoritários e radicais, sobre os quais o sindicato da categoria não tem mais controle. “Eles dizem que sou neoliberal. Mas são neofascistas”, comentou.

Com a exibição de um vídeo em um telão, ele responsabilizou o PT. Para o governador, o PT é o principal interessado em manter o movimento grevista num ano eleitoral, após cinco anos sem nenhuma paralisação na rede estadual de ensino.

“Eles padecem de uma deformidade ideológica, que cria dificuldades para a construção da democracia”, disse. “Devemos ficar atentos ao perigo em que estamos jogando esse País, com a falta de sensibilidade para discernir o que é permitido no processo democrático”.

Covas nomeou os grupos minoritários que atuam no sindicato dos professores: Coletivo Socialista, Liga Operária Nacionalista e Tendência do Partido Operário. Ele também opinou sobre os objetivos desses setores da categoria: a radicalização, a desobediência às políticas da secretaria e o comprometimento do ano letivo. “Para eles, os interesses políticos são mais importantes que os interesses do Estado”, declarou.

Ele atacou de maneira dura o presidente nacional do PT e chegou a mostrar uma fita de vídeo na qual José Dirceu diz, durante uma manifestação de professores, no dia 25 de maio, que eles (os tucanos) vão apanhar nas urnas e nas ruas. Para o governador, trata-se de uma forma de incitamento à violência.

Ontem o PT mudou seu discurso e, depois de condenar a violência contra o governador Mário Covas, passou a acusá-lo de ter provocado os incidentes. O deputado José Dirceu, e o líder na Câmara, Aloizio Mercadante (SP), se reuniram e concluíram que os tucanos premeditaram os incidentes para atacar o PT às vésperas das eleições municipais.

“O Governo perdeu a classe média por causa da política econômica e quer recuperar seu apoio adotando o discurso da lei e da ordem”, disse José Dirceu.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.06.2000
Sábado

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