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QUADRINHOS
Salão de HQ termina com heróis e final feliz

por Carol Almeida

A história ainda não terminou, mas os personagens principais já saíram de cena e deixaram como legado várias exposições no Shopping Center Recife e um salão com trabalhos selecionados de todo o mundo na Torre Malakoff. O II Festival Internacional de Quadrinhos de Pernambuco encerrou debates e oficinas em apenas uma semana (quando o projeto inicial era de duas), mas ainda assim conseguiu dar seu recado como instrumento de coesão dos quadrinistas brasileiros. “Nosso principal objetivo, que era consolidar o primeiro festival, foi alcançado”, avalia Lailson Cavalcanti, coordenador do evento. Segundo ele, as palestras que mais renderam foram as dos portugueses Luís Louro e Rui Pimentel e da professora Sonia Luyten, esta última, sempre garantia de uma aula sobre quadrinhos. Nas exposições do Shopping Recife, destaque para os trabalhos do italiano Gióx e da mostra Amazônia 3000, ambas em frente às Lojas Americanas.

Mas para quem não pôde participar desta caminhada de palestras, as pegadas ficam em cartaz até o dia 25 de junho, tanto na Torre Malakoff, como no Shopping Recife. De novidade, o festival traz duas grandes mostras para a próxima semana. A primeira a entrar em cartaz é a exposição Dreamland, coletânea de Anime e Mangá em pôsteres e acetatos ilustrados pelos melhores desenhistas nipônicos segundo a Associação Brasil-Japão.

A segunda talvez seja a maior conquista do II FIHQ e provavelmente será aberta no dia 7 de junho com o 5º Congresso Internacional de Jornalismo em Língua Portuguesa: a mostra 500 Anos de Humor. Trata-se nada menos que uma coletânea dos trabalhos de grandes humoristas do desenho, brasileiros e portugueses, que até agora só estiveram em exposição no além mar, ou seja, em Portugal. De 500 Anos de Humor, participam o português António Moreira Antunes, o mais conhecido caricaturista lusitano e também o organizador da mostra, o próprio Lailson e outros nomes brasileiros.

Enquanto estas exposições não entram em cartaz, as pessoas podem ainda visitar o Salão de Humor e conhecer o trabalho dos estrangeiros (alguns nada menos que excelentes) mostrando em seus cartuns, charges e caricaturas, realidades tão distantes. Porém, importante mesmo é ressaltar o talento dos próprios pernambucanos, boa parte deles ilustres desconhecidos do círculo de publicação profissional. Pernambucano, aliás, também é o premiado na categoria quadrinhos: Jarbas Domingos venceu concorrentes de todo o País com uma história que equilibra simplicidade e beleza nas imagens e no enredo. Em cartum e caricatura, venceu o cubano (residente na Bahia) Osmani Simanca. A charge mais criativa segundo a comissão julgadora veio de Piracicaba, em Minas Gerais, com uma crítica às festas dos 500 anos (tema, aliás, de boa parte das charges, caricaturas e cartuns escritos), o prêmio de Humor Virtual ficou com Cau Gomez e seu quase xará, Caó Cruz Alves ficou com a melhor animação.

Serviço

Festival Internacional de Humor e Quadrinhos – Salão de premiados na Torre Malakoff, Recife Antigo e exposições no Shopping Center Recife até 25 de junho

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Jornal do Commercio
Recife - 03.06.2000
Sábado