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EXPOSIÇÃO
Pernambuco ignora problemas e faz festa

por Marcelo Pereira
ENVIADO ESPECIAL

HANNOVER, Alemanha – O Carnaval promovido por Pernambuco, no estande do Brasil na Expo 2000 e pelas ruas do imenso centro de convenções, com direito a apresentações do Maracatu Estrela Brilhante, da Orquestra de Frevo Tropicália acompanhada por passistas e pelo brincante Antúlio Madureira, chamou a atenção do público por onde passou e serviu para descontrair um pouco os ânimos da delegação brasileira, que vinha travando uma guerra interna e externa nos bastidores nos últimos dias.

O momento de maior tensão foram as críticas aos R$ 18 milhões gastos no pavilhão do Brasil. O presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos dois únicos chefes de estado presentes à inauguração da Expo 2000 – além dele, somente o presidente da Mongólia e o anfitrião, primeiro-ministro Bernard Schreder e mais alguns príncipes prestigiaram a abertura. Ele elogiou o resultado obtido pela diretora Bia Lessa, “por mostrar muita criatividade e grande capacidade artística e tecnológica.

DENÚNCIAS – A grande tensão vivida pela delegação brasileira antes da abertura da Expo 2000, quinta-feira, envolveu o Itamaraty e a Embratur, por conta da denúncia, na Imprensa brasileira, de superfaturamento e contratações irregulares na montagem do pavilhão do Brasil, envolvendo o primeiro filho Paulo Henrique Cardoso, um dos coordenadores do Brasil na Expo 2000, a diretora Bia Lessa, responsável pelo design do pavilhão, e a produtora Myrian Daulsberg.

Além disso, houve uma série de desentendimentos com os responsáveis pela direção da feira que terminou sobrando para Pernambuco (problemas com o credenciamento da delegação, ameaça de cancelamento da apresentação dos grupos musicais, entre outros).

Na análise do secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esportes, Carlos Eduardo Pereira (Cadoca), os problemas poderiam ser evitados ou pelo menos contornados com maior facilidade se houvesse uma coordenação mais centralizada. “O problema é que cada um manda fazer uma coisa e termina ninguém se entendendo”, queixou-se Cadoca, que temia que Pernambuco terminasse sendo prejudicado. “Se tudo sair bem apesar dos problemas, nos outros dias a presença do Brasil e de Pernambuco deve ser ainda mais intensa”, acredita.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.06.2000
Sábado