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VIOLÊNCIA II Grupo anti-seqüestro vai atuar no interior do Estado O seqüestro-relâmpago do comerciante Severino Alves de Oliveira, em Bezerros, serviu de alerta para a cúpula da Polícia Civil. Por ter sido o terceiro registro da nova modalidade de crime no interior do Estado em pouco mais de 20 dias, a partir de hoje as ações de combate à onda de seqüestros-relâmpago estarão redirecionadas para aquela região. Essa decisão foi tomada durante a segunda reunião do grupo anti-seqüestro, realizada ontem, na sede da Civil. Segundo o chefe da instituição, Manoel Carneiro, a mudança de planos não significa que o Grande Recife, onde 20 casos já foram registrados oficialmente este ano e outros 41 no ano passado, ficará com o policiamento descoberto. Nós vamos apenas trabalhar em conjunto com as delegacias do interior, principalmente no Agreste, região onde já aconteceram outros seqüestros e por onde passaram quadrilhas que estão envolvidas com crimes do tipo, explicou Manoel Carneiro. Cerca de 30 homens das delegacias especializadas de Repressão ao Roubo, ao Roubo e Furto de Veículos e ao Estelionato, além do Grupo de Operações Especiais (GOE), estarão envolvidos com as investigações. Esse efetivo dará apoio aos policiais das delegacias municipais, principalmente aquelas subordinadas às regionais de Caruaru e Serra Talhada, regiões onde aconteceram os casos mais recentes. Além de começar a computar seqüestros-relâmpago no interior, a Polícia Civil também prendeu integrantes de quadrilhas na área, como foi o caso de parte do grupo liderado pelo estudante José Eduardo Aguiar Bezerra, o Duda, encontrado em Glória do Goitá, no Agreste. Anteontem, a gangue que seqüestrou pai e filho de uma só vez, no Ipsep, libertou uma das vítimas no município de São Caetano, a 149 quilômetros do Recife. Isso é sinal de que esses grupos têm ramificação no interior e também estão vindo atuar na região metropolitana. Quando o grupo anti-seqüestro foi criado, há dois meses, planejamos ações para combater especificamente o bando de Duda, na época já identificada. Agora tem havido proliferação de grupos e precisamos combatê-los, disse Carneiro. |
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