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VIOLÊNCIA III
Número de casos preocupa a polícia

Não é de hoje que o interior de Pernambuco, principalmente o Agreste, é palco de crimes hediondos, como o seqüestro. Embora os seqüestros-relâmpago sejam novidade para a população da região, o número de casos começa a impressionar e preocupar as polícias. Já aconteceram três casos em pouco mais de 20 dias na região.

Além do seqüestro de Severino Alves de Oliveira ontem, no dia 27 de maio a vítima foi o comerciante Rodrigo Pinheiro Sá, de 25 anos, levado por três homens quando chegava em sua casa, em Caruaru. Depois de ficar cinco horas desaparecido, o comerciante foi libertado mediante o pagamento de um resgate de valor não-revelado. A quadrilha, no entanto, chegou a exigir R$ 70 mil.

No dia 12 do mesmo mês, em Serra Talhada, no Sertão pernambucano, o garoto G.P., de 10 anos, foi ameaçado de morte por assaltantes, que exigiram da sua família um resgate de R$ 13 mil. G.P. foi levado a um fliperama, enquanto os seqüestradores faziam contato com sua mãe, que entregou o dinheiro, chegando a ser ferida no momento do pagamento.

MAIS SEQÜESTROS – O Agreste, com destaque para o município de Vitória de Santo Antão, também já registrou alguns seqüestros que não foram ‘relâmpago’. Ou seja, as vítimas ficaram vários dias em poder dos seqüestradores e os valores dos resgates foram mais altos.

Em fevereiro de 97, o comerciante Gilvan Alves, de 20 anos, foi seqüestrado em frente à concessionária do seu pai, a ECarros, uma das maiores da cidade. Depois de oito dias num cativeiro, o Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE) conseguiu libertá-lo e prender a quadrilha.

Em janeiro de 99, mais um caso aconteceu no município. Os irmãos Marconi e Antônio Marcos da Silva, filhos do dono da Piaba Veículos, ficaram um mês seqüestrados e foram libertados após pagar um resgate de valor não-revelado.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.06.2000
Sábado