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Nordeste já tem 2 milhões de celulares O mercado de telefonia celular no Nordeste não pára de crescer, desde o início do processo de privatização das teles, realizada há dois anos, a partir de julho de 1998. As duas empresas que disputam o filão na região Nordeste contam com mais de 2 milhões de assinantes, sendo 1,3 milhão de usuários pertencentes à empresa TIM e os outros 700 mil atendidos pela concorrente BCP, que opera a banda B na região. O crescimento é vertiginoso, sob qualquer aspecto. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) só previa o patamar de 2,4 milhões de telefones celulares no Nordeste a partir do ano de 2003. Uma das razões para a excelente aceitação dos celulares na região é a carência de telefones fixos que existia até recentemente. O mercado, no entanto, deve deslanchar ainda mais. A taxa de penetração dos serviços soma apenas 7%, considerando-se que os seis Estados em que as duas companhias telefônicas operam contam com 26 milhões de habitantes. O fenômeno é nacional. As pesquisas da Anatel indicam que, em 2005, o Brasil terá o mesmo número de assinantes de telefones fixos e celulares. Os analistas de mercado acreditam que o volume de adeptos do serviço móvel ultrapassa o do telefone convencional dois anos antes do que o órgão regulador prevê, apesar do preço salgado. A tarifa do celular chega a ser oito vezes mais cara que a tarifa do fixo no Brasil, enquanto é apenas três vezes maior na Europa. A Anatel espera queda progressiva nos preços com a chegada de novos competidores, com a entrada em operações da Banda C, em processo de licitação. A julgar pelo calor da disputa, o crescimento não cede tão cedo. A empresa BCP, operadora da Banda B no Nordeste, por exemplo, está programando investimentos de R$ 200 milhões este ano, depois de haver investido R$ 200 milhões no ano passado e outros R$ 450 milhões, em 1998, para estruturar o início das operações. Com os investimentos, a empresa pretende fechar o ano de 2000 com 150 localidades cobertas pelo seu sinal. No ano passado, eram 106 localidades, contra 72 em 98, primeiro ano de funcionamento. Até o final do ano, o número de estações rádio-base será ampliado para 500, de modo que a empresa possa atingir uma cobertura de 75% da população. A cobertura atual, com 350 estações, atinge 60% da população. Com a estratégia, a telefônica saltou de 150 mil assinantes, em 98, para a casa dos 750 mil, no próximo mês de junho. Os números lhe conferem uma participação de 35% do mercado. A TIM não está em situação menos confortável. TIM O presidente da TIM, Manoel de Deus, já divulgou que a empresa vai investir R$ 215 milhões este ano no aprimoramento dos serviços. Os recursos estarão sendo aplicados na melhoria dos sistemas de informação, em novos serviços e na implantação de facilidades de acesso à Internet, além da capacitação de seus 1.277 funcionários. Uma das frentes de batalha é a ampliação da digitalização, que permite a prestação de serviços mais avançados. Até o fim do ano a empresa planeja digitalizar 100% da rede. Até 99, apenas 72% dos clientes operavam com o sistema digital. Com 1,3 milhão de clientes atualmente, 67,5% deles no sistema pós-pago e 32,5% no sistema pré-pago, a empresa trabalha com a meta de chegar ao final do ano com 1,8 milhão de clientes. Há um ano, só para efeito de comparação, a carteira de clientes era de apenas 689,7 mil clientes, que conferiam a empresa um índice de penetração de 3,3%. Os esforços visam garantia a liderança no mercado. Atualmente, de acordo com os dados do balanço financeiro do primeiro trimestre deste ano, a TIM detém 69% de market share. Só no primeiro trimestre deste ano a empresa conseguiu 125,3 mil clientes. |
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