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LEGALIZAÇÃO II
Cresce lucro de empresas de soft para sistema aberto

Ironicamente, quem mais tem sido beneficiado com a campanha antipirataria são os produtores de aplicativos para softwares de plataforma livre. Os altos custos da legalização de programas acabam “empurrando” os proprietários de pequenas e médias empresas a buscarem soluções mais baratas.

“Nesses dois meses, houve uma procura muito grande por produtos Unix e Linux’, confirma Joás Lins, diretor comercial da L&G Associados, empresa que produz aplicativos a partir do Linux. “O custo da legalização pra quem tem 30 ou 40 máquinas é muito alto e, por isso, os empresários procuraam alternativas mais baratas”, diz.

No entanto, nem sempre é possivel substituir o programa licenciado por um de base livre. Para montar um servidor de arquivos e impressão em uma rede de estações DOS ou Windows, por exemplo, é necessário utilizar o Samba, que é um software que utilizar o Protocolo SMB do Windows.

Para montar um servidor intranet, a empresa precisará de uma máquina Pentium 100 com Linux e o Apache, além de um servidor de e-mail como o Sendmail ou o Qmail.

Os principais bancos de dados comerciais já estão portados para Linux: Oracle, Interbase, Sybase, Informix e DB2. Há também alternativas de bancos free software como o MySQL para aplicações Web simples e o PostgreSQL – um banco mais robusto, comparável ao Oracle.

Em geral, toda aplicação feita para o DOS funciona perfeitamente no Linux com o Dosemu e o DR-DOS. Caso se queira, é possível inclusive recompilar as aplicações para esse ambiente utilizando o Flagship. Aplicações feitas com o Fox Pro podem ser executadas através do Wine, que é um bom emulador do Windows, mas não funciona em todas as situações. O principal problema é que a emulação naturalmente deteriora a performace do sistema.

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Jornal do Commercio
Recife - 31.05.2000
Quarta-feira