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PRESIDENTE
Entidades opositoras a Fujimori querem impedir posse em julho

LIMA – Várias organizações opositoras anunciaram ontem que coordenarão suas ações para impedir que o presidente Alberto Fujimori assuma o terceiro mandato, enquanto o chanceler Fernando de Trazegnies afirmou que o próximo Governo peruano construirá uma democracia profunda.

O líder opositor Alejandro Toledo, que não participou do segundo turno eleitoral alegando a existência de uma escalada fraudulenta para favorecer o atual presidente, disse que o objetivo de tais ações é impedir a posse de Fujimori em 28 de julho.

Enquanto Toledo seguia ontem para localidades andinas próximas a Lima, onde prosseguirá em sua campanha contra um terceiro Governo Fujimori, outros oposicionistas marcaram para hoje um Festival Musical pela Democracia na praça San Martín, no centro da capital, e uma Vigília pela Democracia em frente à sede local da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em sua edição de ontem, o semanário “Caretas” diz que os partidos políticos de oposição que ganharam cadeiras no Congresso nas eleições de 9 de abril passado tentam formar um bloco de, pelo menos, 61 parlamentares para assumir o controle do Legislativo.

Com isto, tentam frustrar a posse de Fujimori e declarar vago o cargo de presidente da República por incapacidade moral do atual mandatário. A coalizão Peru 2000, de Fujimori, obteve 52 dos 120 assentos do Congresso e seus dirigentes tentam conquistar a adesão de pelo menos nove congressistas independentes para alcançar a maioria (61) e continuar controlando o Legislativo.

Enquanto isso, o chanceler Trazegnies declarou à imprensa que o terceiro Governo Fujimori não será um continuísmo porque buscará a democratização do país. “Para isso temos que solucionar temas pendentes, como o restabelecimento do Tribunal Constitucional e a reforma do Judiciário”, disse.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.06.2000
Sábado