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CPI DO NARCOTRÁFICO II Falcão: Jobel foi pago para mentir Às vésperas da votação do pedido de cassação do deputado Eudo Magalhães (PFL) pela Assembléia Legislativa, um festival de denúncias, sem provas, começa a tumultuar o processo. Ontem, o assaltante Severino Manoel de Lira, conhecido como Falcão um dos que mais fez revelações à CPI do Narcotráfico e da Pistolagem convocou a imprensa e abriu o verbo contra o prefeito de Água Preta, Eduardo Coutinho (PSB). Segundo ele, Coutinho inimigo político de Eudo Magalhães estaria por trás da trama articulada para gerar as denúncias que levaram ao pedido de cassação do deputado. Lira afirmou que o presidiário Manoel Soares de Freitas, o Falcon, selecionou outro detento, Elgo Jobel Guerreiro, para fazer as acusações contra Eudo. Segundo Lira, pelos seus depoimentos à CPI denunciando o deputado, Jobel teria recebido R$ 50 mil de Eduardo Coutinho e a garantia de que, se fosse transferido para o Presídio de Caruaru, sua fuga seria facilitada por um grupo de PMs supostamente ligados ao prefeito de Água Preta. Toda essa trama teria sido articulada por intermédio do PM José Edson do Amaral, irmão de Falcon e ligado a Coutinho, na própria cela de Falcon, na Penitenciária Barreto Campelo. Lira disse, ainda, que Jobel ofereceu R$ 30 mil para que ele corroborasse as acusações contra Eudo Magalhães. Eu não aceitei. Pedi R$ 100 mil, mas não veio. Agora, Jobel mentiu em troca da fuga. Ele estava sendo usado. Eu sei porque convivi com ele aqui na carceragem da Polícia Federal, afirmou Lira. Questionado se não temia ser acusado de estar recebendo dinheiro para sair em defesa de Eudo Magalhães, ele foi enfático: Não estou ganhando nenhum vintém. Não conheço familiares de Eudo Magalhães e nunca tive envolvimento com o deputado, reforçou. Lira criticou a CPI cujo trabalho, acredita que vai dar em pizza , e garantiu ter contado toda a sua versão aos deputados Lula Cabral (PFL), Henrique Queiroz (PPB) e José Queiroz (PDT), que estiveram com ele na Polícia Federal. Por que eles não tornam isso público?, indagou. Em nenhum momento da entrevista, porém, o detento exibiu qualquer prova das suas afirmações. Ele garantiu ter uma fita gravada de uma conversa com Jobel na carceragem, que esclareceria a história, mas não apresentou a gravação. De posse de um maço de papéis escritos à mão, ele afirmou que só pretende se aprofundar mais nas denúncias depois que conversar com o procurador-geral de Justiça e o Ministério Público e entregar o dossiê, que folheou para a imprensa. O documento contém muitos nomes e, segundo ele, esclarece várias dúvidas, inclusive pontos do caso Narcisinho, que Jobel disse conhecer detalhes. Jobel não sabe nada desse caso, nem morava aqui na época, criticou. Lira assegurou estar disposto a voltar à CPI, mas disse temer por sua vida e da sua família, mas afirmou que não deseja o programa de proteção às testemunhas. Quero as garantias constitucionais do chamado réu colaborador e segurança para minha família, que não tem a ver com isso. |
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