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CPI DO NARCOTRÁFICO IV Eduardo Coutinho rebate; CPI estranha As denúncias feitas por Severino Manoel de Lira irritaram o prefeito de Água Preta, Eduardo Coutinho (PSB), que apontou uma estratégia para tentar aliviar a imagem de Eudo Magalhães junto à opinião pública, às vésperas da votação do pedido de cassação. Eu nunca sequer vi esse Lira, não conheço Jobel Guerreiro, e Falcon eu não vejo há uns dez anos, garantiu, desafiando Lira a apontar os nomes dos PMs que dariam fuga a Jobel em Caruaru. Querem lançar uma cortina de fumaça para Eudo sair de bonzinho. Tenho uma relação político-eleitoral bastante acirrada com ele, mas é no campo das idéias, da política. No entanto, ele se comporta diferente, vive fazendo ameaças, indiretamente, de que vai me matar, acusou Coutinho. Segundo ele, o PM José Edson do Amaral não é seu segurança, mas amigo, e também não está envolvido na suposta trama para incriminar Eudo. Depois de listar uma série de crimes que, segundo ele, teriam sido cometidos a mando de Eudo, Eduardo Coutinho disparou: O homem (Eudo) está enrolado e todos sabem. O governador Jarbas Vasconcelos sabe, a Assembléia também. Se isso terminar em impunidade, vamos mudar o nome de Pernambuco para o Estado dos Covardes. É preciso provar que alguém ainda usa calças neste Estado. SIGILO As declarações de Lira foram recebidas com estranheza pelos integrantes da CPI. O relator da comissão, deputado José Queiroz (PDT), foi um deles. Queiroz admitiu que houve um encontro reservado de um grupo de parlamentares com Lira na Polícia Federal, mas não revelou o teor da conversa. O que tratamos em reservado, ficará em sigilo. As afirmações dele serão analisadas pela CPI, disse. O presidente da comissão, deputado Pedro Eurico (PSB), também preferiu não comentar as declarações de Lira. Na segunda-feira vamos nos reunir e avaliar as notícias dos jornais, afirmou o parlamentar. |
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