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500 ANOS DE ARTE A arte redescobre o Brasil por Flávia de Gusmão A comoção inicial pela celebração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil fez com que inúmeras festas pipocassem dos dois lados do Oceano. Toda uma programação turística foi montada para que brasileiros e portugueses fizessem uma espécie de peregrinação em busca de suas raízes ou de parte de suas histórias. Este novo caminho da identidade cultural, racial e étnica teve momentos sonoros, como o lançamento ao mar de uma réplica da nau capitânea usada por Cabral que, ao contrário da original que saiu célere por mares nunca dantes navegados, não moveu uma polegada. Esta euforia comemorativa teve também um lado mais silencioso, porém bem mais eficaz. Ela gerou oportunidades únicas para vislumbrar a formação do povo brasileiro através da arte. A mostra Brasil+500, que ocupa o Parque do Ibirapuera até o início do segundo semestre, é apenas uma delas. A Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses organizou um cronograma de exposições que, sozinhas, justificam uma viagem com o fim específico de poder apreciar a verdadeira história das duas nações . Estas mostras foram distribuídas igualmente nos dois países. Alguns estados serão contemplados com as Leituras da Carta de Pêro Vaz de Caminha, mostra na qual 11 artistas portugueses interpretam o documento. O Rio de Janeiro recebe a Arte do Azulejo em Portugal no Século XX. Para além-mar seguiram uma coletiva de artistas modernos e contemporâneos e outra sobre a Construção do Brasil, no período de 1500 a 1825. |
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