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500 ANOS DE ARTE IV A construção do Brasil em traços e tintas Quem estiver passeando por Lisboa, ou mesmo quem não quiser perder a chance de conhecer 300 obras de arte alusivas ao Brasil, pode se programar para a mostra A Construção do Brasil 1500-1825, que estará em cartaz, até o dia 28 de junho, na Galeria de Pintura do Rei D. Luís, no Palácio Nacional da Ajuda. Composta por sete núcleos temáticos, ela apresentará os elementos mais significativos do processo de formação do Brasil, desde o achamento até a independência através da pintura, escultura, gravura, manuscritos, prataria, impressos, numismática, joalharia e mobiliário. Este acervo foi reunido com a colaboração de cerca de 60 instituições particulares, com destaque para o conjunto de obras provenientes de coleções brasileiras, como a Nossa Senhora das Dores e o Florão, de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, datadas do século 18. Obras pertencentes a coleções européias também não ficaram de fora. É o caso do manuscrito ilustrado Atlas Miller, com uma representação do Brasil (Bibliothèque Nationale de France), da pintura Engenho Real, de Frans Post (Museu Boijmans Van Beuningen de Roterdã) e a gravura América, em preto e branco, assinada por Johannes Sadeler (Rijksmuseum de Amsterdã). Os núcleos nos quais a exposição se divide são: As primeiras impressões; o açúcar, entradas e fronteiras; o ouro, vilas e cidades; o Brasil na corte; e a identidade do Brasil. Tal divisão funciona com um didatismo exemplar. Ao seguir a cronologia, o visitante será apresentado a todos os momentos históricos (alguns dramáticos) que são ensinados na escola, infelizmente sem tanto material ilustrativo. Algumas ausências, no entanto, são claramente sentidas e facilmente explicadas: De expedições como as bandeiras, por exemplo, restam poucos vestígios porque os bandeirantes eram pobres e de pouco se compunha os trastes dos moradores, explica Joaquim Romero Magalhães, Comissário Geral da Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Apesar disso, vale a pena ver como se ia construindo o Brasil, arremata. |
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