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500 ANOS DE ARTE V Um jeito puramente brasileiro invade a pintura dos ano 20 Um prolongamento natural da mostra que retrata a construção do Brasil é aquela que aborda os Olhares Modernistas, até o dia 28 de junho, no Museu do Chiado, em Lisboa. Para lá seguiram obras expressivas enviadas por instituições como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, Masp e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de coleções particulares do Rio, São Paulo e Recife. O público poderá ver obras fundamentais do movimento artístico e literário que tomou corpo nas grandes cidades do País, a partir do início da década de 20, visando romper com soluções formais anteriores, em benefício de uma expressão de identidade brasileira mais genuína. Este é, por assim dizer, a face do Brasil expurgada de purismo e rigores europeus. Estão lá: Mário de Andrade, Anita Malfatti, Victor Brecheret, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, John Graz, Lasar Segall, Di Cavalcanti e Cândido Portinari. É justamente na apreciação por essa busca da identidade nacional que está o lado mais importante dessa mostra, como explica Joaquim Romero Magalhães. Para entender o que é o Brasil de hoje é preciso passar em revista este movimento que se recusou a aceitar a presença dominante da Europa e suas formas de expressão. Sob o olhar dos pintores modernistas, diz o Comissário Científico da Comissão, Tiago Reis, tomaram corpo novas imagens de tonalidades mais vivas e traços mais simples, em quadros que buscam frisar um modo de ser nacional firmemente ancorado na natureza dos trópicos, explica. |
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