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500 ANOS DE ARTE VI Sem fronteiras para nadar A exposição Um Oceano Inteiro para Nadar (até o dia 30 de julho no Culturgest de Lisboa) fecha este ciclo de viagens através das artes visuais que é, ao mesmo tempo, uma bela homenagem de Portugal ao seu país achado. O título é uma frase retirada das gravações realizadas pelo artista brasileiro José Leonilson e resume os encontros e/ou desencontros dos laços históricos que unem os dois países. Para compô-la, foram escolhidos artistas contemporâneos brasileiros e portugueses. Segundo os curadores Ruth Rosengarten e Paulo Reis, o critério de seleção buscou contemplar aqueles que articulam não só noções de viagem e percurso, mas noções mais genericamente ligadas ao espaço e à sua ocupação. Mais importante que tudo, ressaltam os curadores, é que o confronto entre a seleção de artistas brasileiros e portugueses está baseado na desconstrução da hegemonia e das idéias de conquista. Até por se tratar de obras de artistas contemporâneos, esta mostra é a que apresenta um maior conteúdo político, embora este mais permeie o conjunto do que salte no colo do público. Mais uma vez fechando o ciclo, Portugal tomou conhecimento do Brasil a partir da carta de Pêro Vaz de Caminha e, desde então, há um interesse de ambos os países em encontrar pontos em comum. As obras envolvidas no processo têm como tarefa ilustrar aspectos evidentes, ou mesmo esquecidos, do que uma vez, ao mesmo tempo, uniu e separou, passado e presente, Portugal e Brasil. Este conjunto de mostras reforça a idéia de que uma viagem não é simplesmente um deslocamento geográfico, mas o quanto nos empenhamos para transpor barreiras, físicas ou de conhecimento. |
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