![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
GLS Só para gays, lésbicas e simpatizantes por Moema Luna O calendário GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) para os próximos meses promete movimentar o turismo. De acordo com a International Gay & Lesbian Travel Association (IGLTA) somente no mês de junho cerca de 20 eventos promovidos pela entidade estão programados. Aliás, a agenda foi organizada até o ano 2002, quando será realizado o Gay Games, as olimpíadas GLS em Sydney. A IGLTA foi fundada há 17 anos e tem sede em Fort Lauderdale, na Flórida (Esatados Unidos). Um dos diretores mundiais, o carioca Clóvis Casemiro, diretor de vendas do Caesar Park de Fortaleza, comemora o vigor do mercado e o respeito obtido da indústria do turismo internacional. O mérito por esta deferência provém do grande poder comercial do segmento que somente começou a ser explorado no Brasil há cerca de cinco anos. O empresário Franco Reinaudo, proprietário da Álibe, considerada a maior operadora de turismo GLS do País, diz que no ano passado o seu faturamento foi de R$ 1,2 milhão e o crescimento de 300% ao ano. Os dados são reveladores se comparados aos da operadora tradicional que Reinaudo abriu há seis anos, a Contebiancamano. O detalhe é que a Álibe está há pouco mais de um ano no mercado. Franco assegura que o público GLS hoje representa 50% do seu segmento, enquanto o tradicional permanece estável. AGENDA Ele chama a atenção para um dos eventos mais concorridos do ano, que será o World Pride 2000, reunião de vários órgãos ligados ao movimento gay mundial, que será realizado no período de 5 a 7 de julho, em Roma. Na ocasião, acontecerá a conferência sobre Homossexualismo e Religião. Os GLSs de todo o mundo pedirão ao Papa que, a exemplo dos índios e negros, a Igreja também peça perdão aos homossexuais. Dentro dessa linha, outro evento promete reunir num só caldeirão turismo e política. No período de 16 a 19 do próximo mês, San Francisco será palco da Convenção Mundial. Clóvis Casemiro falará sobre os 500 anos, sob a ótica GLS, os avanços e as dificuldades dos homossexuais no passado. O encerramento será no dia 8 de julho, com uma marcha gay que passará pelo centro histórico da capital italiana, finalizando com um concerto ao ar livre. Fugindo das discussões na esfera da cidadania, um dos programas mais divertidos do calendário GLS é a semana Rainbow, quando a Walt Disney World abre o parque no período de amanhã (dia 1) a 10 de junho ao público GLS, com uma programação especial, principalmente noturna. Este ano o mercado também será sacudido pela primeira expedição gay para a Antártida. O cruzeiro sairá no dia 6 de novembro e terá duração de 15 dias. Promovida pela agência Coda International, a viagem começa em Buenos Aires e segue para Ushuaia, onde o grupo embarca em um antigo barco de pesquisas russo transformado em navio para 49 passageiros. Serão dez noites de navio com pensão completa. A maior parte dos agitos estão programados em âmbito internacional, mas no dia 25 de junho será realizada em São Paulo a Parada Gay, que promete mobilizar cerca de 100 mil pessoas. A passeata sairá da Avenida Paulista, descendo a Consolação para terminar na Praça da República com um show de Cássia Eller e Edson Cordeiro. A programação do Orgulho Gay começa no dia 21. SEGURANÇA Entre as empresas especializadas em turismo GLS a preocupação com a segurança dos grupos tornou-se um fator determinante para a comercialização dos pacotes. Em geral, os programas são desenvolvidos cuidadosamente de forma a evitar problemas como o que ocorreu no ano passado em um cruzeiro para mulheres, quando o navio foi proibido de aportar em uma ilha do Caribe por se tratar de um programa voltado para homossexuais. Mais tarde, o governador foi obrigado a pedir desculpas publicamente, caso contrário a economia do arquipélago sofreria o duro golpe do boicote gay. Portanto, estão fora do roteiro lugares onde haja restrições ao público GLS como em países muçulmanos e alguns africanos ou onde haja uma forte probabilidade de ocorrer situações constrangedoras. Fora desse circuito de riscos e preconceitos, os paraísos GLS são bem abrangentes, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Nos EUA há destinos bastante visitados como São Francisco, onde existem três grandes bairros gays; Province Town (em Nova York) com 70% da população de gays, Los Angeles, e West Hollywood (cidade onde os homossexuais andam de mãos dadas e os políticos GLS tem representatividade dominante). De acordo com um dos diretores da International Gay & Lesbian Travel Association (IGLTA), Clóvis Casemiro, na Europa o destino mais concorrido é a Alemanha, depois vem Paris, Madri, Barcelona, Sidgs (praia ao sul da Espanha, na costa do Mediterrâneo). Israel, Japão e Argentina também são muito receptivos. No Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades que mais atraem os homossexuais. Só na capital paulista existem mais de 150 empresas voltadas para esse segmento, embora Fortaleza e Salvador também ofereçam boa estrutura e segurança para o turismo gay. Serviço - A Golfinho Tour, embora não seja uma agência de viagem especializada, oferece pacote de final de semana para Maceió, em hotel três estrelas, que custa R$ 180. Saídas às sextas-feiras, em ônibus categoria luxo. A empresa também dispõe de pacote especial para os Estados Unidos, Miami ou Orlando ao preço de US$ 1.240 incluindo parte aérea e terrestre. A Golfinho está lançando o cartão GLS com descontos de 10% a 50%. Informações pelo site da agência: www.golfinhotour.com.br ou pelo celular, sistema 24 horas: 9959.2014. A Tavares Correia Turismo tem pacotes para a semana Rainbow. São cinco noites de hotel em Orlando, três noites em Miami, aéreo em classe econômica e transfer para os parques Magic Kingdom, Universal Studios Florida, Epcot Center, Island Of Adventure, Pleasure Island, Church Street Station, MGM Studios. O pacote em apartamento solteiro custa US$ 1.847 e duplo US$ 1.547. Informações pelo fone 441.4241. A agência Florescer oferece pacote de oito dias para a Semana Rainbow, que custa R$ 1.200, parte aérea e terrestre. Fone: 465.2747. O preço do cruzeiro para a Antártida varia de US$ 5,6 mil a US$ 7,6 mil conforme a cabine dupla escolhida. Quem viaja sozinho paga taxa suplementar de US$ 1,6 mil. A parte aérea não está incluída. Informações com a agência Coda International pelo fone (00-1-212) 691.3815. Para conferir as opções do calendário da IGLTA é só acessar o site www.iglta.org Pela Álibe, o pacote terrestre da Parada Gay custa R$ 171 no Othon Palace (com quatro noites de hospedagem, kit com camiseta da parada, cupons de desconto para casas noturnas, mapa e revista com todos os eventos da programação). Informações pelo (11) 366.18704 e 3663.0075. |
|