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ALEX

Que dizer ao presidente

Caso tivesse surgido o impossível, ou seja, uma longa conversa com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, eu poderia ler outros versos da Canção do Expedicionário (Guilherme de Almeida): “Você sabe de onde eu venho, venho do morro, do engenho, do pampa, do seringal, do Sertão, da boa terra do coco, da choupana, onde um é pouco, dois é bom, três é demais. Deixei lá atrás um terreiro, meu limão meu limoeiro, meu pé de jacarandá, lá do alto da colina onde canta o sabiá.”

E ainda poder dizer, como Carlos Drumond de Andrade, que o nosso País é “majestoso, tão sem limites, despropositado”. E poderia ter ficado maior se o grande herói da Venezuela, Simon Bolívar, não tivesse concluido a divisão da América do Sul, criando a Colombia, Peru, Venezuela, Equador e Bolívia. E seria um Brasil imenso, quase todo um continente, com mais complicações e problemas. Mas é um Brasil belíssimo com vocação para ser bom e íntegro e tanta gente por ai, desonestos e inconscientes, querendo só atrapalhar.

Lusófono

Médico e escritor Waldênio Porto (foto) tem um bom texto como podemos observar pelos seus livros e artigos que já publicou no Jornal do Commercio. Integrante da Academia Pernambucana de Letras, ele preside a União de Médicos Escritores e Artistas Lusófonos (Umeal), que vai realizar congresso no Recife, no segundo semestre com participação de paises da lingua portuguesa. A época é adequada.

Regis


No último dia 30, quando foram entregues novos diplomas a concluintes de cursos profissionalizantes pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura do Recife, cujo titular é Paulo Oliveira, foi lembrado o nome do industrial José Regis como o primeiro a se entusiasmar pelo programa. Regis começou patrocinando 80 pessoas e até agora quase 20 mil homens e mulheres fizeram curso de aprendizado, dominando os segredos de uma profissão e mais aptos para um emprego

Ação

Agora em setembro, o escritor Leonardo Dantas Silva comemora 25 anos como editor de textos básicos para a formação cultural do Nordeste. Começou na secretaria de Cultura do Estado, com a Coleção Pernambucana com livro de Oliveira Lima prefaciado por Gilberto Freyre. Criou a Fundação de Cultura do Recife (1979), foi diretor da assuntos culturais da Fundarpe e da Editora Massangana, da Fundaj.

Praça

Na próxima segunda-feira, em seu gabinete, o prefeito em exercício Raul Hanry deverá assinar a proposta, e logo depois encaminhá-la à Câmara Municipal, dando o nome de Marcantonio Vilaça a uma das praças da cidade do Recife.

Esforço

Tudo está valendo para se alcançar o objetivo, desde que haja o que se possa chamar criatividade e sem baixaria. O vereador Rafael de Menezes, por exemplo, distribuiu pedaços de rapadura para os seus correligionários presos em um cartão onde se lê: “Sinta o sabor do seu candidato”. Sabor do mel de engenho e da cana de açúcar na campanha, claro.

O professor Geraldo Pereira articulando na Universidade Federal de Pernambuco um grupo de pesquisadores interessados nas questões da violência urbana com a finalidade de promover forum permanente a respeito de um dos males do século. Pensar em discutir a causalidade da agressividade humana e propor encaminhamentos que representem o núcleo das discussões e debates.

O Shopping Tacaruna vai ganhar novas entradas e saidas, com obras de acesso que já começaram. Os serviços ao longo das Avenidas Agamenon Magalhães e Cruz Cabugá serão bancados pelos empreendedores do Tacaruna, segundo me informou José Carlos Poroca.


Jornal do Commercio
Recife - 06.09.2000
Quarta-feira