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SKINHEADS III Ataques à entidade aumentam depois da morte de adestrador SÃO PAULO As ameaças contra a Anistia aumentaram após a morte do adestrador de cães Edson Neris da Silva, 35 anos, assassinado a pancadas por um grupo de skinheads na praça da República, no início de fevereiro. Neris teria sido espancado porque estava de mãos dadas com o operador de telemarketing Dário Pereira Neto, 34, que conseguiu fugir. Até agora, 18 pessoas estão sendo processadas pelo crime. No pacote da bomba enviada ontem ao integrante da Anistia, a polícia encontrou o mesmo endereço da Congregação Israelita Paulista. A covardia demonstrada pelo remetente que se manteve anônimo, e se escondeu indicando um endereço fictício, é tão deplorável quanto o ódio e o preconceito que motivaram o ato, disse o rabino Henry Sobel, presidente do rabinato da congregação. A comunidade judaica é considerada inimiga pelos skinheads. Não é a primeira vez isso ocorre em correspondências desse tipo. Ontem, Sobel pediu providências à Polícia Federal. Entidades de direitos humanos acreditam que a bomba faz parte de uma ofensiva de grupos radicais (skinheads) anunciada simultaneamente por carta no mesmo dia. Escolhemos um de cada grupo para dar uma lição para servir de exemplo, diz o texto de uma dessas correspondências. Espero que a polícia dê proteção às pessoas citadas na carta, disse o vereador Italo Cardoso (PT), que preside a comissão municipal de direitos humanos. Cardoso recebeu a carta em seu gabinete. A segunda carta estava no gabinete do deputado estadual Renato Simões (PT), presidente da comissão da Assembléia Legislativa. O Grupo de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância, recém-criado pela polícia de São Paulo para situações desse tipo, já está no caso. As cartas e ameaças de bomba foram registrados à tarde no 77º Distrito Policial (Santa Cecília). |
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