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ALIMENTOS Cesta básica aumenta 2,37% em agosto Os trabalhadores recifenses estão pagando mais caro pelos produtos da cesta básica. O aumento registrado nos preços dos alimentos durante o mês de agosto foi de 2,37%, em relação a julho, de acordo com a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). No acumulado dos últimos 12 meses, a Região Metropolitana do Recife teve alta de 18,10% a maior do País. De janeiro a agosto, o reajuste ficou em 3,86%. A alta da cesta básica foi fortemente influenciada pelo aumento no preço do tomate, que ficou 22,99% mais alto. O leite subiu 8,89% e o feijão, mais 5,56%. O acompanhamento do Dieese também detectou crescimento nos valores cobrados pela farinha de mandioca (2,86%), café (2,68%), açúcar (2,38%) e banana (2,35%). Só o pão ficou com o preço estável em agosto. Dos 12 produtos da cesta básica, somente quatro tiveram redução nos preços: manteiga (11,7%), óleo (-6,45%), arroz (-6,38%) e carne (-1,13%). SALÁRIO Para comprar os 12 produtos da cesta básica, o trabalhador precisou desembolsar R$ 93,69. Em agosto de 99, a ração essencial custava R$ 79,33. Os R$ 93,69 atuais equivalem a 67,44% do salário mínimo que hoje é de R$ 151. Com o aumento nos preços, o recifense ficou com apenas 32,56% da renda mínima para gastar com moradia, educação, transporte, higiene, saúde, lazer e vestuário. Pelos cálculos do Dieese, para alimentar uma família composta por dois adultos e duas crianças, apenas com os produtos da ração essencial, seria preciso pagar R$ 281,07 o que corresponde a 1,86 salário mínimo. Com isso, o salário mínimo necessário para sustentar o trabalhador e sua família teria de ser de R$ 963,01, ou seja, 6,4 vezes o atual mínimo. EVOLUÇÃO Das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese, seis registraram custo superior a R$ 100: São Paulo, Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro (veja arte). Mas o maior reajuste, ocorreu em Fortaleza, onde o aumento foi de 7,69%. Apesar da alta, o preço total da cesta básica ficou em R$ 86,17. O Recife foi apontado pelo Dieese como a capital nordestina que possui a cesta básica mais cara. A única capital que registrou redução nos preços foi Florianópolis, onde a queda foi de -0,85%. |
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