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Uma paixão que vai além do jogo

O jogo de gamão pode se transformar em algo mais do que simples lazer. Para o técnico em segurança e artesão Enildo Gadêlha, 53 anos, a diversão virou uma atividade que há um ano rende frutos financeiros. Desde 1999, Enildo projeta, fabrica e vende os tabuleiros e acessórios que compõem o jogo.

Apreciador e jogador desde a infância, Enildo Gadêlha queixava-se da falta de qualidade dos gamãos que usava. Além disso, notou que os tabuleiros fabricados no Rio ou São Paulo eram caros e sem originalidade. “Percebi que poderia fabricar os jogos usando materiais da ‘terra’, como o couro e a madeira, por exemplo”, explicou o artesão.

Hoje, contudo, ele não se restringe a apenas um tipo de gamão. Com o aumento de pedidos, Enildo passou a dar outras opções de materiais para o cliente escolher, mesmo que isso encareça o produto. “Quem compra um gamão, quer ter sempre a melhor qualidade. O público deste jogo é muito exigente”, afirma.

Desenvolvendo um gamão com ‘board’(campo) em veludo, o artesão confecciona os dois tipos de tabuleiros mais usados pelos jogadores: o tabuleiro de maleta (é o único fabricante do nordeste) e o de mesa. Os preços dos ‘bichos’ variam de R$ 150,00 à R$ 450,00.

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Jornal do Commercio
Recife - 01.09.2000
Sexta-feira