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COMPORTAMENTO III Seios grandes roubam a cena e elevam o número de cirurgias Amor a peito grande é isso: mesmo apresentando um pequeno problema na coluna por conta dos seus fartos seios, a professora Hilda Oliveira, 27 anos, se nega a retirar algumas gramas. A idéia já passou por sua cabeça, ainda na adolescência, mas foi deixada para trás após certa pressão popular. Anunciei aos amigos que iria diminuir os seios. Um dia, num bar, fizeram um abaixo-assinado pedindo que eu não fizesse a cirurgia. Todo mundo fazia coro: não tira, não tira, conta Hilda, que é alvo de muita cantada na rua por conta de seus peitos avantajados. O número do sutiã, que oscila entre 48 e 50, não incomoda a professora, que possui uma boa relação com seu corpo: veste roupas decotadas, usa minissaias e provoca os namorados com o colo exuberante. Eles adoram. Nenhum deles nunca me pediu para diminuir meus seios, muito pelo contrário, conta, sorrindo. Na corrida para ter seios parecidos com o de Hilda, muita gente acaba se rendendo ao antes polêmico silicone. A estudante universitária Mirella Freire, 23, cansou do sutiã número 38 e partiu para o bisturi. De baixo peso e estatura (1,53 metros e 48 quilos), ela optou por seios médios e hoje usa, feliz da vida, sutiã 40. Todo mundo notou a diferença. Acho que era exatamente o que faltava para ter um corpo bonito, diz Mirella. Além dos ótimos resultados da cirurgia, ela elogia o pós-operatório, rápido e quase indolor. A cicatriz ficou escondida sob os seios, é quase imperceptível, comemora. A procura por essa técnica é facilmente demonstrada pelos números apresentados por empresas como a Silimed, a única no Brasil a fabricar silicone, com sede na França e escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo. De acordo com o gerente comercial da companhia, Luiz Marcos Pereira Lima, a venda de silicone cresceu 15% nos últimos três anos. Em 1999, foram vendidos 18 mil implantes mamários em solo brasileiro. Lima atribui esse aumento à propaganda pró-silicone feita por modelos e atrizes. Também temos maiores esclarecimentos médicos e divulgação. Estes são os fatores responsáveis pela disseminação do uso de implantes de silicone, acredita. Atualmente, as próteses mais comuns são as texturizadas e as revestidas com espuma de poliuretano. Também existem próteses moldadas, infláveis e com diferentes graus de dureza de silicone. Os tamanhos são bastante variados, para se adequar aos diferentes gostos das consumidoras. As próteses vão de 8.7 centímetros de diâmetro (90 mililímetros de silicone) até mastodontes de 15,5 centímetros de diâmetro (510 mililímetros de silicone). Existem, ainda, dois perfis: o alto e o baixo. Atualmente, o perfil alto, que deixa o colo bastante pronunciado, vem sendo mais procurado pelas moçoilas. MAMOGRAFIA OK A cirurgia de colocação de prótese é bastante simples, e a cicatriz, muito pequena. Existem três tipos de insição: sob as axilas, na auréola do seio ou sob a mama. Normalmente, prefiro fazer a insição sob a mama, pois a cicatriz fica escondida, diz o cirurgião plástico Fernando Basto. Ele evita o corte sob as axilas e sobre a auréola, justamente porque ambos os procedimentos deixam exposta a cicatriz. Quanto à protese, ela pode ser instalada em dois locais: entre a glândula mamária e o músculo peitoral (prótese retroglandular) ou entre o músculo peitoral e a caixa torácica (prótese retropeitoral). A primeira é a mais comum, mas, apesar disso, traz como desvantagem o fato de dificultar a análise da glândula mamária através da mamografia. A prótese não impede a realização da mamografia, porém, torna-se necessário, muitas vezes, fazer radiografias adicionais, com afastamento parcial da prótese, para que se tenha mais segurança no resultado obtido. A boa notícia é que a prótese retropeitoral deixa a glândula mamária visível na mamografia, e não intefere na prevenção do câncer de mama. (F.M.) |
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