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ESPECIALIZAÇÃO
Congresso traz avanços em cirurgia da mão

Os últimos avanços na área de transplante de mão serão discutidos no Recife durante o 20º Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão, que acontece nos próximos dias 7, 8 e 9, no Centro de Convenções de Pernambuco. Organizado pelos médicos Ruy Ferreira e Mauri Cortez, do Hospital SOS Mão, o evento contará com a presença de especialistas brasileiros e estrangeiros, além de 500 participantes que vão conhecer as novidades da área através de cinco cursos e cerca de 40 palestras.

Acontecem, paralelamente, o 11º Encontro Brasileiro de Microcirurgia Reconstrutiva e o 1º Encontro de Terapia da Mão do SOS Mão Recife. Mesmo antes do congresso será possível ficar por dentro das inovações do setor. É que a organização do evento coloca à disposição dos interessados dois cursos pré-congresso, de amanhã (4) até o dia 6.

O ponto alto do evento, porém, será o que trata da utilização da mão de um cadáver transplantada para uma pessoa que acabou de sofrer um acidente. O médico Mauri Cortez, cirurgião especializado nos membros superiores do corpo e proprietário do Hospital SOS Mão, explica que, com as técnicas desenvolvidas hoje, esse tipo de cirurgia já é possível de ser realizada com sucesso. “O paciente vive como alguém que fez um transplante de coração, por exemplo. Tem que tomar medicamentos anti-rejeição durante toda a vida, e por isso a técnica é vista com ressalvas por alguns cirurgiões”, explica.

Mas, existem outras alternativas. Hoje, já são realizados reimplantes de mão e dedos, inclusive transferindo os dedos dos pés para as mãos, principalmente em casos de acidentes em casa, no trabalho ou com fogos de artifício. Segundo Dr. Mauri Cortez, no entanto, para se obter sucesso é necessário o acompanhamento de uma terapia específica, que inclui fisioterapia e tratamento para a dor do pós-operatório.

CENTRO MÉDICO – Criado em 98, o SOS Mão Recife nasceu de uma profunda análise de mercado que aconteceu ao longo de 20 anos de atuação do médico Mauri Cortez. Hoje, o hospital é o único do Brasil no gênero. Segundo conta, não havia em Pernambuco um local onde as pessoas pudessem ser tratadas por um profissional especializado e muitas vezes os pacientes chegavam após terem sido tratados por ortopedistas, traumatologistas ou clínicos. “Nós tínhamos que tratar, além do problema em si, as seqüelas que as intervenções inadequadas deixavam nos pacientes”, lembra.

Serviço

SOS Mão: 423.9595

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Jornal do Commercio
Recife - 03.09.2000
Domingo