![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
SINAIS DE ALERTA Quando a paixão foge ao controle do casal por Antonio Marinho e O que leva o homem a acabar com uma relação amorosa? A vaidade feminina. O que leva a mulher a dar um basta à vida a dois? A debacle financeira do parceiro. Estes são os motivos mais comuns de separação que chegam ao escritório do advogado Paulo Lins e Silva, um dos maiores especialistas do país em questões de família. O que está levando os homens ao limite é a mania de emagrecer que vem enloquecendo as mulheres, sobretudo a partir dos 40 anos, avalia. Segundo o advogado, ao querer emagrecer de qualquer jeito, fazendo as dietas mais absurdas e tomando grandes quantidades de remédios, as mulheres se tornam agressivas. Elas mudam de personalidade e os homens não agüentam. Eles não reconhecem nas companheiras as mulheres doces com quem se casaram. Tenho três clientes que já foram até internadas em casas de saúde com problemas de anorexia nervosa e fraquezas que provocam doenças como pneumonia. Esta mania de ser magra, de fazer plásticas, mudar de cara, de ser outra é hoje uma das principais causas de divórcio do lado masculino, diz. Já com a mulher é diferente. De acordo com o advogado, ela resolve acabar com a relação amorosa quando há uma alteração brusca da situação econômica do casal. A falta de dinheiro ou o desemprego de um parceiro que antes ganhava bem causa a queda de padrão de vida a dois e é o que mais leva a mulher a pedir a separação. É aquele velho ditado de que quando a miséria bate à porta, o amor sai pela janela. As mulheres não estão suportando qualquer queda no padrão de vida do casal, sobretudo se isto se deve a uma crise profissional do homem. Para elas, este é o limite. Para quem imagina que estes limites ocorrem apenas no Brasil, vale conferir o estudo realizado pelo psicólogo americano John Gottman. Professor da Universidade de Washington e autor do livro Casamentos: por que alguns dão certo e outros não (editora Objetiva), Gottman passou 20 anos estudando o cotidiano de dois mil casais americanos para mapear as situações capazes de fortalecer ou de destruir um relacionamento amoroso. O objetivo era perceber quais os pontos fracos da vida a dois e elaborar um modo de evitar os padrões nocivos de comportamento, que podem levar a atitudes violentas ou irreversíveis para a convivência. Segundo Gottman, as relações amorosa que estão em queda livre são aquelas em que os parceiros oscilam entre envolvimento e hostilidade, sem conversar abertamente sobre suas diferenças. O homem vê o casamento de um jeito muito diferente da mulher. Ele fala do amor como um jogo, e ela prefere falar em relação. Eles não querem que uma conversa sobre os impasses interrompa o jogo de sedução. Elas querem que cada lance seja negociado entre os dois. As emoções são, para os homens, um território obscuro, que eles preferem não discutir para não acabar com o mistério. Elas acham o contrário: sem discutir a relação, não vale a pena continuar a vida a dois, analisa Gottman. Para a psicanalista Alice Bittencourt, homens e mulheres têm um limite comum. Quando um dos dois se sente ferido narcisicamente em sua auto-estima por abandono, rejeição, traição ou humilhação, considera-se aniquilado pelo parceiro. Surge, então, a fúria narcísica, a tentativa de se recompor, de matar quem o está matando. O psicanalista Giovanni Gamgemi diz que não é a paixão que enlouquece, mas a loucura que apaixona. A loucura com forte atração física resulta na paixão desvairada e em desatinos. Ninguém enlouquece por paixão, mas se apaixona por ser louco. |
|