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ANTIVÍRUS III Perigo está nos arquivos anexados Vírus de computador são pequenos códigos, normalmente escritos em linguagens como Assembler. Ao serem executados, os códigos vão para a memória do micro e passam a infectar todos os programas que rodam na máquina. Deles, pode-se esperar tudo. Há os que não afetam em nada o computador, mas também há aqueles de alta carga nociva, que acabam com a festa de qualquer usuário desprevenido. Os vírus clássicos infectam apenas arquivos executáveis. Em especial os de terminações .exe e .com. Eles passam por um período de incubação em que começam a contaminar a máquina, antes de deixar visível qualquer sinal de sua presença. O risco é que o trabalho dos vírus seja tão bem feito que o micro não tenha mais nenhuma função além da de um peso de papel. Há pelo menos outros seis tipos de vírus que podem afetar sua máquina: os de boot, os tipo Trojan, os vírus de macro, de e-mail, de script e o Hoax (que faz mais barulho do que dano, propriamente dito). Os de boot são chamados assim porque se instalam no setor de boot do PC, garantindo sua execução automática sempre que o micro é reiniciado (foi o que aconteceu com os equipamentos da maioria das vítimas do Chernobyl. Na inicialização das máquinas, o HD foi para o espaço). CAMUFLAGEM O Trojan é, como diz o ditado, o lobo em pele do cordeiro. Vem em programinhas aparentemente inofensivos distribuídos no IRC ou por e-mail ou até em atualizações de softwares por download. Como todo vírus que se preza, o Trojan é expert em camuflagem e infecta o micro sem que o seu usuário perceba. Os vírus de macro são os mais comuns dessa turma, porque toda pessoa que compra um computador usa editores de texto e planilhas de cálculo. Esses vírus são, na verdade, pequenos trechos de programa, escritos com uma linguagem comum ao Word e Excel, por exemplo, e que são salvos junto aos documentos. Ao serem abertos, os arquivos infectados com vírus de macro se replicam e modificam arquivos de modelo, como o Normal.dot, garantindo que os próximos arquivos abertos ou criados também sejam infectados. As mensagens de e-mail não transmitem (nem são) vírus. O problema do correio eletrônico está nas informações anexas ao texto. Os estragos só acontecem quando os desavisados abrem os arquivos, sem passar o scanner antivírus, ou quando deixam a caixa de correio configurada para abrir automaticamente fotos e aplicativos, entre outras coisas. Os vírus de script pegam o internauta de surpresa, enquanto navega pela Web. Eles podem vir em uma página da Internet na forma de html (JavaScript ou VBSript). Normalmente, esse tipo não faz muito mal, só dá sustos ao usuário, abrindo e fechando janelas do browser, por exemplo, explica o universitário Celso Filho, acrescentando que o vírus de script realmente nocivo é o que vem anexado em e-mails. É fácil de perceber: vem com extensão própria tipo .vbs, como o LoveLetter. Se receber um arquivo assim, examine com o antivírus e, na dúvida, apague, aconselha . Se fosse para comparar o Hoax com algum título de obra literária, nenhum melhor que Muito Barulho por Nada, de William Shakespeare. Em geral, o único dano que causa é o alarmismo exagerado nos usuários que acreditam em tudo que lêem, sem filtrar as informações. Para dar veracidade às histórias (na maioria, sem pé nem cabeça), usam nomes de empresas conceituadas como IBM e UOL. BOATO Para deixar mais claro, imagine o seguinte e-mail. Atenção! O Centro de pesquisa de vírus da IBM encontrou uma nova forma de contaminação por computador através de e-mail que, ao ser recebido, deleta o registro do Windows e força um loop infinito no processador até que o equipamento seja destruído pelo aquecimento. Ao receber uma mensagem com o subject Oi!, apague-a imediatamente. Tudo balela. A melhor forma de evitar contaminação e estresse, é não abrir arquivos de desconhecidos, usar o antivírus e fazer atualização do software ao menos a cada 15 dias. (M.A.) |
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