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GAME
Frente a frente com exército de blindados

por Márcio Padrão
mpadrao@jc.com.br

No século 28, os conselheiros da Liga Estelar abandonaram os conflitos na Esfera Interior para habitar outras regiões do universo. Muitos anos depois, em 3058, a Cavalaria Ligeira Eridani está prestes a atacar o Clã Smoke Jaguar no Planeta Huntress, visando restabelecer a ordem na Esfera. Assim começa Mechwarrior 3, a nova versão criada pela MicroProse do simulador de combate baseado no famoso jogo de tabuleiros.

A zona de guerra está permeada de battletechs, máquinas humanóides comandadas por pilotos experientes, os mechwarriors. O objetivo do warrior é meter bala no armamento do Clã Jaguar que aparecer pelo caminho. Os vilões desta nova versão são 18 novos modelos de mech, oito tipos de veículos blindados e uma série de alvos fixos, como radares e torres de comando. Quando uma missão da fase é concluída, a seguinte é descrita na parte inferior da tela.

Para resistir ao contra-ataque, a máquina do jogador pode comportar 35 armas, incluindo laser, mísseis teleguiados, metralhadoras, lança-chamas e canhões automáticos, além de um super salto capaz de percorrer longas distâncias. O robô também reutiliza os despojos dos inimigos que ficam pelo chão.

O lance é testar todas as combinações de armas no mech lab para saber qual é a mais adequada a cada estágio. Verificando o chassi, a tonelagem máxima e os espaços críticos do veículo, o jogador leva à guerra a quantidade de munição suficiente para cada fase. Quanto mais munição, maior o peso do mech e mais lento o jogo fica.

O cockpit é um dos pontos fortes do jogo, distribuído no Brasil pela Brasoft. Todas as informações do mech estão distribuídas na tela de forma compreensível. O usuário dispõe de radar e uma bússola de setas para localizar os oponentes.

O sistema de alvo foi aprimorado: conta agora com um zoom que destrói o inimigo sem arriscar uma aproximação maior. Há ainda indicações de calor, velocidade, visor de armas e visualizadores de danos do jogador e do alvo.

Os gráficos e o som merecem destaque – conseguem transmitir o realismo necessário para que o jogo ganhe em emoção e que o enredo pareça verossímil. No entanto, a jogabilidade e o desafio deixam a desejar. É comum que os simuladores exijam bastante da perícia do gamemaníaco, mas o excesso de controles confunde e complica o desempenho do piloto. Já o desafio fica mais rigoroso a partir da segunda etapa. Pior: só é possível salvar após o término da fase. No geral, Mechwarrior 3 é diversão válida para quem tiver tempo de sobra para desvendar as manhas e paciência para enfrentar tantos seres blindados.

PROMOÇÃO – O Caderno de Informática e o JC OnLine estarão sorteando o Mechwarrior 3 entre os internautas. Para concorrer, envie um e-mail, até a próxima segunda (11) dizendo quais são os dois novos serviços do JC OnLine e o que achou deles. Informe ainda nome completo, idade, profissão, endereço e telefone.

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Jornal do Commercio
Recife - 06.09.2000
Quarta-feira